Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2023
Recém-nascido com 15 horas de vida, 39 semanas, parto normal sem intercorrências, chorou ao nascer e Apgar 9/9. Ao exame físico: T: 38.2ºC / FC: 189 bpm / FR: 60 irpm. a para insuficiência respiratória. Tratando de um quadro clínico infeccioso, deve ser de origem materna ou hospitalar? Qual agente etiológico mais provável?
Sepse neonatal precoce (<72h) com febre e taquicardia → considerar agentes maternos (GBS) ou nosocomiais precoces (S. aureus).
A sepse neonatal pode ser de origem materna (precoce, <72h, GBS, E. coli) ou nosocomial (tardia, >72h, ou precoce em casos específicos, S. aureus, Gram-negativos). A febre e taquicardia em RN são sinais de alerta para sepse, exigindo investigação e tratamento imediatos.
Sepse neonatal é uma emergência pediátrica grave, com alta morbimortalidade, definida como infecção sistêmica que ocorre nos primeiros 28 dias de vida. A sepse precoce, nas primeiras 72 horas, é geralmente adquirida no período intraparto ou periparto, sendo os principais agentes Streptococcus agalactiae (GBS) e Escherichia coli. A sepse tardia, após 72 horas, pode ser adquirida na comunidade ou no ambiente hospitalar (nosocomial), com agentes como Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis e Gram-negativos. O diagnóstico da sepse neonatal é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas, que podem incluir febre ou hipotermia, taquicardia, taquipneia, desconforto respiratório, letargia, irritabilidade, dificuldade para mamar e instabilidade hemodinâmica. A suspeita clínica é fundamental, e a investigação inclui hemograma completo, PCR, hemocultura, cultura de líquor e urocultura. A presença de febre em um recém-nascido é sempre um sinal de alerta e deve ser prontamente investigada. O tratamento da sepse neonatal é empírico e deve ser iniciado rapidamente após a coleta das culturas, com antibióticos de amplo espectro que cubram os patógenos mais prováveis, como ampicilina e gentamicina para sepse precoce, ou vancomicina e cefepime/meropenem para sepse tardia/nosocomial, dependendo do perfil epidemiológico local. O suporte hemodinâmico e respiratório é crucial. A identificação do agente e seu perfil de sensibilidade permitem o ajuste da antibioticoterapia.
Os sinais de sepse neonatal precoce são inespecíficos e podem incluir febre ou hipotermia, taquicardia, taquipneia, desconforto respiratório, letargia, irritabilidade, dificuldade para mamar e instabilidade hemodinâmica. A febre em um recém-nascido é sempre um sinal de alerta.
A sepse neonatal de origem materna (precoce) ocorre geralmente nas primeiras 72 horas de vida, com agentes como Streptococcus agalactiae (GBS) e Escherichia coli. A sepse hospitalar (nosocomial) pode ser tardia (>72h) ou, em casos específicos, precoce, com agentes como Staphylococcus aureus e Gram-negativos, associada a fatores de risco hospitalares.
Na sepse neonatal precoce de origem materna, os agentes mais prováveis são Streptococcus agalactiae (GBS) e Escherichia coli. Na sepse nosocomial, Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis e bacilos Gram-negativos são comuns, podendo manifestar-se precocemente em ambientes hospitalares.
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