Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Gestante de 21 semanas chega ao pronto atendimento na madrugada com febre 38,5 ºC, frequência cardíaca 123 bpm, sonolência, PA 79 x 46 mmHg. Tem antecedente de infecção urinária de repetição e sentiu roupa íntima úmida há 1 dia. Diante da situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta.
Gestante com SIRS + hipotensão → choque séptico. Iniciar protocolo sepse (fluidos, ATB 1h) e investigar foco (RPMO, ITU).
A gestante com sinais de SIRS e hipotensão deve ser tratada como choque séptico até prova em contrário. A prioridade é a estabilização hemodinâmica com expansão volêmica e antibioticoterapia precoce, enquanto se investigam as causas obstétricas e não obstétricas.
A sepse na gravidez é uma emergência obstétrica grave, responsável por uma parcela significativa da morbimortalidade materna. É definida como disfunção orgânica ameaçadora à vida causada por uma resposta desregulada à infecção. A identificação precoce e o manejo agressivo são cruciais para melhorar os desfechos maternos e fetais. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória sistêmica exacerbada, que pode levar a disfunção de múltiplos órgãos. A suspeita deve surgir diante de qualquer gestante com sinais de SIRS (febre, taquicardia, taquipneia, leucocitose/leucopenia) e evidência ou suspeita de infecção. Focos comuns incluem infecção urinária, corioamnionite (especialmente após RPMO), pneumonia e infecções de ferida operatória. O tratamento inicial segue os princípios do protocolo de sepse: estabilização hemodinâmica com expansão volêmica (cristaloides), coleta de culturas (sangue, urina, secreções) e início de antibioticoterapia empírica de amplo espectro na primeira hora. A identificação e controle do foco infeccioso são essenciais, o que pode incluir a indução do parto em casos de corioamnionite. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da instituição do tratamento adequado.
Os sinais de sepse em gestantes incluem febre, taquicardia, taquipneia, hipotensão, alteração do nível de consciência e sinais de disfunção orgânica. A presença de SIRS deve levantar a suspeita.
A conduta inicial é a abertura do protocolo de sepse: coleta de culturas, antibioticoterapia de amplo espectro na primeira hora e expansão volêmica agressiva com cristaloides.
A rotura prematura de membranas (RPMO) é um fator de risco importante para corioamnionite, que é uma infecção intra-amniótica e uma das principais causas de sepse e choque séptico em gestantes.
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