HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2015
Assinale a alternativa correta.Um paciente jovem, previamente hígido, é atendido no serviço de emergência com o seguinte quadro: Prostrado, com FC: 122 bpm, FR: 26 irpm, Tax: 39°C, PA: 80/40 mmHg. História de febre e tosse produtiva, há cerca de 24h. Exames laboratoriais com hemoglobina: 13 mg/dl, Leucócitos: 14000 com 18% de Bastões, 65% de Segmentados, Creatinina: 1,8. Esse paciente reúne critérios de:
Sepse grave = infecção + SIRS + disfunção orgânica (ex: hipotensão, creatinina alta).
O paciente apresenta sinais de SIRS (FC, FR, Tax, Leucócitos com desvio) e evidência de infecção (febre, tosse produtiva). A presença de disfunção orgânica, como hipotensão (PA 80/40 mmHg) e lesão renal aguda (Creatinina 1,8), configura o diagnóstico de sepse grave. Choque séptico seria se a hipotensão persistisse após reposição volêmica adequada.
A sepse é uma síndrome clínica complexa e potencialmente fatal, caracterizada por uma disfunção orgânica ameaçadora à vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. É uma das principais causas de mortalidade em unidades de terapia intensiva e um desafio diagnóstico e terapêutico. A rápida identificação e intervenção são cruciais para melhorar o prognóstico. A fisiopatologia da sepse envolve uma resposta inflamatória sistêmica desregulada, que pode levar a danos teciduais e disfunção de múltiplos órgãos. O diagnóstico baseia-se na presença de uma infecção e critérios de Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS), além de evidências de disfunção orgânica. Os critérios de SIRS incluem alterações na temperatura, frequência cardíaca, frequência respiratória e contagem de leucócitos. O tratamento da sepse grave e do choque séptico é uma emergência médica, exigindo ressuscitação inicial com fluidos, antibioticoterapia de amplo espectro precoce, controle da fonte de infecção e suporte de órgãos. A monitorização hemodinâmica e a avaliação contínua da resposta ao tratamento são fundamentais para otimizar os resultados e reduzir a mortalidade.
Sepse grave é diagnosticada quando há uma infecção confirmada ou suspeita, acompanhada de critérios de SIRS (febre ou hipotermia, taquicardia, taquipneia, leucocitose ou leucopenia) e pelo menos uma disfunção orgânica (ex: hipotensão, hipoperfusão, disfunção renal, hepática, respiratória, neurológica).
A sepse grave envolve disfunção orgânica. O choque séptico é uma forma mais grave de sepse, definida pela hipotensão persistente induzida por sepse, apesar da reposição volêmica adequada, ou pela necessidade de vasopressores para manter a pressão arterial média.
Marcadores de disfunção orgânica incluem lactato elevado (hipoperfusão), creatinina elevada (lesão renal), bilirrubina elevada (disfunção hepática), plaquetopenia (disfunção hematológica), e alterações na relação PaO2/FiO2 (disfunção respiratória).
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