UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Qual o objetivo na oferta de O₂ no paciente com sepse grave ou choque séptico?
Sepse/Choque séptico → Oferta O₂ para manter Sat O₂ > 94% e evitar hipoxemia tecidual.
O objetivo principal da oxigenoterapia em pacientes com sepse grave ou choque séptico é garantir uma saturação de oxigênio adequada (geralmente > 94%) para otimizar a oferta de oxigênio aos tecidos e prevenir ou corrigir a hipoxemia, que agrava a disfunção orgânica.
A sepse e o choque séptico representam um desafio clínico significativo, com alta morbimortalidade. O manejo inicial agressivo e guiado por metas é fundamental para otimizar o prognóstico. A oxigenoterapia é um pilar desse tratamento, visando corrigir a hipoxemia e garantir a oferta adequada de oxigênio aos tecidos, um componente crítico para a recuperação da disfunção orgânica. As diretrizes atuais enfatizam a manutenção de uma saturação de oxigênio entre 94-98% na maioria dos pacientes. A hipoxemia na sepse pode ser causada por diversas razões, incluindo pneumonia, síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) ou disfunção miocárdica. A correção da hipoxemia é vital para prevenir a isquemia tecidual e a progressão da disfunção orgânica. No entanto, é importante evitar a hiperoxemia, que também pode ser prejudicial, especialmente em pacientes com SDRA, onde a oxigenação excessiva pode levar a danos pulmonares e outros efeitos adversos. Portanto, a meta de saturação de oxigênio deve ser cuidadosamente monitorada e ajustada para cada paciente.
Sepse grave é definida por sepse associada a disfunção orgânica. Choque séptico é um subconjunto da sepse em que as anormalidades circulatórias e metabólicas são profundas o suficiente para aumentar substancialmente a mortalidade, apesar da ressuscitação volêmica adequada.
As medidas iniciais incluem ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides, administração precoce de antibióticos de amplo espectro, uso de vasopressores (noradrenalina) se a hipotensão persistir, e controle da fonte de infecção.
A hipoxemia na sepse agrava a disfunção orgânica preexistente, comprometendo ainda mais a perfusão e oxigenação tecidual em um cenário de demanda metabólica aumentada e microcirculação já alterada, contribuindo para a falência de múltiplos órgãos.
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