UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2021
Em paciente que já recebeu os primeiros cuidados, incluindo reposição volêmica inicial, o parâmetro que indica uma forma grave de sepse é
Sepse grave/Choque séptico → Hipotensão persistente (PAS < 90 ou queda > 40 mmHg da basal) após fluidos e/ou lactato > 2 mmol/L.
A sepse grave e o choque séptico são caracterizados por disfunção orgânica induzida pela infecção. Uma queda significativa da pressão arterial sistólica em relação ao valor basal, mesmo após a reposição volêmica inicial, é um forte indicativo de choque séptico, a forma mais grave de sepse, que requer intervenção imediata com vasopressores.
A sepse é uma disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. A sepse grave e o choque séptico representam as formas mais críticas da doença, com alta morbimortalidade. A identificação precoce e o manejo agressivo são fundamentais para melhorar os desfechos. A compreensão dos critérios diagnósticos é essencial para todos os profissionais de saúde. A disfunção orgânica na sepse é avaliada por meio de critérios como o escore SOFA (Sequential Organ Failure Assessment). Parâmetros como hipotensão persistente (pressão arterial sistólica < 90 mmHg ou queda > 40 mmHg do basal), hiperlactatemia (> 2 mmol/L), oligúria (< 0,5 mL/kg/h por 2 horas), plaquetopenia (< 100.000/mm³) e relação PaO2/FiO2 < 300 indicam gravidade. A presença de hipotensão que requer vasopressores após reposição volêmica, juntamente com lactato elevado, define o choque séptico. O tratamento inicial da sepse e choque séptico inclui a administração precoce de antibióticos de amplo espectro, reposição volêmica agressiva com cristaloides e, se necessário, uso de vasopressores para manter a perfusão. A monitorização contínua dos sinais vitais, débito urinário e lactato sérico é crucial para guiar a terapia e avaliar a resposta ao tratamento, visando reverter a disfunção orgânica.
O choque séptico é definido por hipotensão persistente que requer vasopressores para manter uma pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg, e um nível de lactato sérico > 2 mmol/L, após reposição volêmica adequada.
Uma queda significativa da pressão arterial sistólica, especialmente em relação ao valor basal do paciente e após a reposição volêmica, indica falha na perfusão tecidual e é um marcador de choque, a complicação mais grave da sepse.
O lactato sérico é um marcador de hipoperfusão tecidual e metabolismo anaeróbio. Níveis elevados (> 2 mmol/L) indicam gravidade e são usados tanto no diagnóstico de choque séptico quanto na monitorização da resposta ao tratamento.
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