Sepse na Gestação: Diagnóstico e Conduta Imediata

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023

Enunciado

Gestante de 36 anos, com 26 semanas de idade gestacional, procura unidade de pronto-atendimento referindo quadro de polaciúria, disúria e dor lombar há 7 dias, com agravamento há 12 horas, quando surgiram febre e tontura. Ao exame: pressão arterial de 80x40mmHg, pulso de 144 bpm, sudoréica, frequência respiratória de 23 irpm. O diagnóstico mais adequado e a sua respectiva conduta são:

Alternativas

  1. A) Choque séptico e antibiótico venoso iniciado na primeira hora.
  2. B) Sepse e antibiótico venoso iniciado na primeira hora.
  3. C) Pielonefrite e antibiótico venoso.
  4. D) Cistite e antibiótico oral.

Pérola Clínica

Gestante com infecção + disfunção orgânica (hipotensão, taquicardia, taquipneia) = Sepse. Iniciar ATB venoso na 1ª hora.

Resumo-Chave

A paciente apresenta sinais de infecção urinária alta (pielonefrite) e critérios de sepse (hipotensão, taquicardia, taquipneia). A hipotensão (PA 80x40 mmHg) já configura choque séptico, mas o diagnóstico mais abrangente é sepse grave, e a conduta prioritária é o início de antibióticos venosos de amplo espectro na primeira hora, conforme os protocolos de manejo da sepse.

Contexto Educacional

A sepse na gestação é uma condição grave e potencialmente fatal, representando uma das principais causas de morbimortalidade materna e fetal. O reconhecimento precoce e o manejo agressivo são cruciais para o desfecho. A gestante apresenta fatores de risco aumentados para infecções e pode ter uma resposta fisiológica alterada à sepse, o que exige alta suspeição clínica. O caso descrito ilustra uma gestante com pielonefrite (polaciúria, disúria, dor lombar, febre) que evoluiu para sepse, evidenciada pelos sinais de disfunção orgânica (hipotensão, taquicardia, taquipneia). A hipotensão (PA 80x40 mmHg) já indica choque séptico. O diagnóstico de sepse é estabelecido pela presença de infecção e disfunção orgânica com risco de vida. A conduta imediata, conforme os protocolos de sepse, é a administração de antibióticos venosos de amplo espectro dentro da primeira hora, além de ressuscitação volêmica e suporte hemodinâmico. Para o residente, é vital compreender que a sepse em gestantes é uma emergência obstétrica. Atrasos no diagnóstico e tratamento podem ter consequências devastadoras. A escolha do antibiótico empírico deve cobrir os patógenos mais prováveis (comuns em ITU, por exemplo) e ser segura na gestação. A monitorização contínua da mãe e do feto é indispensável durante todo o processo de tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnóstico de sepse em gestantes?

A sepse em gestantes é diagnosticada pela presença de infecção suspeita ou confirmada e disfunção orgânica (ex: hipotensão, taquicardia, taquipneia, alteração do nível de consciência, oligúria). A hipotensão persistente após fluidos define choque séptico.

Qual a conduta inicial mais importante no manejo da sepse em gestantes?

A conduta mais importante é o reconhecimento precoce e o início imediato de antibióticos venosos de amplo espectro na primeira hora após o diagnóstico, juntamente com a ressuscitação volêmica e suporte hemodinâmico.

Por que a pielonefrite é uma causa comum de sepse na gestação?

A pielonefrite é comum na gestação devido a alterações fisiológicas como dilatação ureteral e estase urinária, que favorecem a ascensão de bactérias. Quando não tratada ou em casos graves, pode evoluir rapidamente para sepse e choque séptico.

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