Choque Séptico Abdominal: Manejo e Controle de Foco Cirúrgico

Faculdade de Medicina de Marília — Prova 2026

Enunciado

Paciente de 64 anos, portadora de diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, hiperuricemia e hipertrigliceridemia, é submetida a colectomia segmentar por neoplasia de cólon há 5 dias. Evolui com febre persistente, dor abdominal progressiva e inapetência na enfermaria. Nas últimas 12 horas, apresentou vômitos biliosos e rebaixamento do nível de consciência sendo transferida para unidade de terapia intensiva. Ao exame físico: PA: 78x50 mmHg; FC: 124 bpm; FR: 28 irpm; SatO₂: 94% O₂ nasal; temperatura: 38,9°C; pele fria; tempo de enchimento capilar 5 s; Glasgow: 13; abdome: distendido, doloroso difusamente, sinais de defesa involuntária e descompressão brusca dolorosa. Exames laboratoriais iniciais: • Lactato: 5,2 mmol/L; • Leucócitos: 24.000/mm³; • Plaquetas: 88.000/mm³; • Creatinina: 2,3 mg/dL (VR < 1,2); • Bilirrubina total: 2,1 mg/dL. Realizou a tomografia de abdome sem contraste a seguir: Qual é a medida fundamental, associada à antibioticoterapia e ao suporte hemodinâmico, para o manejo desse caso?

Alternativas

  1. A) Iniciar hidrocortisona EV e passagem de sonda nasogástrica, devido ao choque refratário.
  2. B) Indicar reabordagem cirúrgica urgente para controle de foco (lavagem de cavidade, revisão de anastomose, drenagem de coleções), associada à antibioticoterapia de amplo espectro.
  3. C) Transfundir concentrado de hemácias e plasma fresco congelado de imediato, visando melhorar a perfusão tecidual e correção da coagulopatia antes de qualquer decisão.
  4. D) Manter apenas antibioticoterapia de amplo espectro em doses máximas, aguardando estabilização clínica antes de qualquer intervenção invasiva.

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