Manejo da Sepse Abdominal e Colecistite Aguda

HUSE-Unirio - Hospital Universitário dos Servidores do Estado (RJ) — Prova 2016

Enunciado

Em uma unidade de terapia intensiva, o residente interna um paciente obeso e diabético de 60 anos devido à insuficiência respiratória. Não houve um relato completo da história da doença atual e de seus antecedentes patológicos,verificando-se, apenas, febre e dor abdominal em hipocôndrio direito iniciados há 2 dias, agravando-se na últimas horas. O paciente encontra-se dispneico (FR de 28 irpm), desorientado no tempo e no espaço, hipotenso (pressão arterial: 90 x 50 mmHg), taquicádico (FC: 127 bpm) e febril (Temperatura axilar: 38°C). Ao exame do abdome encontra-se dor a palpação em ponto cístico, interrompendo abruptamente a respiração. Exames de sangue pertinentes: Leucócitos 14 mil/mm³ com desvio à esquerda; Ureia de 90 mg/dl; Creatinina 1,8 mg/dl; Hemoglobina 11 g/dl; hematócrito 33%; bilirrubina total 5,6 mg/dl bilirrubina direta 3,8 mg/dl. O residente levantou as hipóteses diagnósticas e solicitou o exame ultrassonográfico do abdome: vesicula aumentada com paredes espessadas e cálculo em seu interior. Há líquido e plastrão pericolecistocólico descrito pelo radiologista. Sobre a condução do caso, é ERRADO afirmar que

Alternativas

  1. A) A coleta de gasometria arterial e a dosagem de lactato sérico auxiliam no diagnóstico e na condução das complicações.
  2. B) O início de antibiótico empírico em 1h da chegada e após coleta de culturas encontra justificativa na suspeita de sepse.
  3. C) Devem ser coletadas duas amostras de hemoculturas em dois sítios diferentes de punção periférica.
  4. D) O paciente apresenta alguns sinais de sindrome da resposta inflamatória sistêmica.
  5. E) Deve ser ministrado noradrenalina, tão logo colham-se os exames.

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