PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023
Sobre a sepse, marque a alternativa incorreta:
qSOFA é para identificar risco de mau prognóstico, NÃO é o mais indicado para triagem geral de sepse na emergência.
As definições de sepse foram atualizadas (Sepse-3) para focar na disfunção orgânica ameaçadora à vida. Embora o qSOFA seja uma ferramenta útil à beira do leito para identificar pacientes com maior risco de mau prognóstico, ele não é recomendado como a única ferramenta de triagem para sepse na emergência, pois sua sensibilidade é limitada e pode perder casos de sepse precoce.
A sepse é uma síndrome complexa e potencialmente fatal, que representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo na medicina de emergência e terapia intensiva. As definições de sepse evoluíram ao longo do tempo, culminando nas definições Sepse-3 em 2016, que se afastaram do conceito de Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) como critério central, focando na disfunção orgânica ameaçadora à vida. Essa mudança visa identificar pacientes com maior risco de mortalidade e garantir intervenção precoce. A fisiopatologia da sepse é caracterizada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção, que leva a danos teciduais e disfunção orgânica. Essa resposta envolve tanto a inflamação exacerbada quanto a ativação da coagulação, resultando em microtromboses, hipoperfusão e lesão celular. A identificação precoce da sepse e do choque séptico é crucial para melhorar os desfechos, e para isso, ferramentas de triagem são desenvolvidas e estudadas. O qSOFA (quick SOFA) é uma ferramenta simples à beira do leito (alteração do estado mental, pressão arterial sistólica ≤ 100 mmHg, frequência respiratória ≥ 22 irpm) que identifica pacientes com infecção e maior risco de desfechos desfavoráveis. No entanto, é importante ressaltar que o qSOFA não é recomendado como a única ferramenta de triagem para sepse na emergência devido à sua sensibilidade limitada. Outras ferramentas como SIRS, NEWS (National Early Warning Score) e MEWS (Modified Early Warning Score) ainda podem ser úteis para triagem. Residentes devem compreender as nuances dessas definições e ferramentas para aplicar o manejo adequado e oportuno da sepse.
A sepse é definida como uma disfunção orgânica ameaçadora à vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. Essa disfunção orgânica é identificada por uma mudança aguda de 2 ou mais pontos na Escala SOFA (Sequential Organ Failure Assessment).
A principal limitação do qSOFA é sua baixa sensibilidade para identificar todos os casos de sepse. Embora seja bom para identificar pacientes com infecção e alto risco de mortalidade, ele pode não detectar pacientes com sepse em estágios iniciais ou com disfunção orgânica menos evidente, mas que ainda necessitam de intervenção urgente.
Os dois pilares fisiopatológicos da sepse são a resposta inflamatória desregulada do hospedeiro (levando a vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar e disfunção mitocondrial) e a ativação do sistema de coagulação (resultando em tromboses microvasculares e disfunção endotelial), culminando em hipoperfusão tecidual e disfunção orgânica.
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