Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2025
Assinale a alternativa correta com relação à causa mais frequente para que uma criança com câncer seja transferida para UTI Pediátrica:
Criança com câncer na UTI Pediátrica → Sepse é a causa mais frequente de transferência.
Crianças com câncer são imunocomprometidas devido à doença e ao tratamento, tornando-as altamente suscetíveis a infecções graves. A sepse, uma resposta inflamatória sistêmica a uma infecção, é a complicação mais comum e letal, sendo a principal razão para internação em UTI Pediátrica nesse grupo de pacientes.
Crianças com câncer representam uma população pediátrica de alto risco, frequentemente necessitando de cuidados intensivos devido às complicações da doença e de seu tratamento. A transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica é um evento comum nesse grupo, e a compreensão das causas mais frequentes é vital para o manejo adequado. A causa mais frequente para que uma criança com câncer seja transferida para a UTI Pediátrica é a sepse. Pacientes oncológicos pediátricos são inerentemente imunocomprometidos devido à mielossupressão induzida pela quimioterapia e radioterapia, à própria doença (como leucemias e linfomas que afetam o sistema imune) e à presença de dispositivos invasivos como cateteres venosos centrais. Essa imunossupressão os torna extremamente vulneráveis a infecções, que podem progredir rapidamente para sepse e choque séptico, uma condição com alta morbimortalidade. Embora outras complicações como insuficiência respiratória (muitas vezes secundária a pneumonia ou síndrome do desconforto respiratório agudo), insuficiência renal e mucosite grave (que pode ser uma porta de entrada para infecções) também possam levar à internação em UTI, a sepse se destaca como a principal emergência e o motivo mais comum para a admissão. O reconhecimento precoce e o tratamento agressivo da sepse são cruciais para melhorar o prognóstico desses pacientes.
Crianças com câncer são imunocomprometidas devido à própria doença (ex: leucemias, linfomas) e, principalmente, aos tratamentos quimioterápicos e radioterápicos, que causam mielossupressão e neutropenia. Essa imunodeficiência as torna vulneráveis a infecções bacterianas, fúngicas e virais, que podem rapidamente progredir para sepse.
Os principais fatores de risco incluem neutropenia (especialmente prolongada e profunda), presença de cateteres venosos centrais, mucosite grave (que serve como porta de entrada para microrganismos), e o tipo de câncer e regime quimioterápico.
O diagnóstico precoce é crucial, baseado em sinais de infecção e disfunção orgânica. O manejo na UTI envolve ressuscitação volêmica agressiva, antibioticoterapia empírica de amplo espectro (com cobertura para Gram-negativos e Pseudomonas), suporte hemodinâmico e respiratório, e controle da fonte da infecção.
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