UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
A sepse é uma disfunção orgânica com risco de morte, causada por uma resposta à infecção. O diagnóstico precoce e o atendimento sistematizado ao paciente séptico têm grande impacto no prognóstico. Qual é a conduta que comprovadamente aumenta a chance de sobrevida do paciente?
Sepse → administração de antimicrobianos de amplo espectro na primeira hora aumenta a sobrevida.
A sepse é uma emergência médica com alta mortalidade, e o tempo é um fator crítico. A administração de antimicrobianos de amplo espectro, direcionados ao foco infeccioso, dentro da primeira hora do reconhecimento da sepse ou choque séptico, é uma das intervenções que comprovadamente aumenta a chance de sobrevida do paciente, conforme preconizado pelas diretrizes internacionais (Surviving Sepsis Campaign).
A sepse é definida como uma disfunção orgânica com risco de vida, causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção. É uma condição de alta prevalência e mortalidade em unidades de terapia intensiva, representando um desafio significativo na prática clínica. O reconhecimento precoce e a implementação de um pacote de tratamento sistematizado são essenciais para melhorar o prognóstico dos pacientes. A sepse pode progredir para choque séptico, uma forma mais grave caracterizada por hipotensão persistente que requer vasopressores para manter a pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L, apesar da ressuscitação volêmica adequada. A fisiopatologia da sepse envolve uma complexa interação entre o patógeno e a resposta imune do hospedeiro, levando a uma inflamação sistêmica desregulada, disfunção endotelial, microtrombose e hipoperfusão tecidual. O diagnóstico precoce é fundamental e baseia-se na identificação de uma infecção suspeita ou confirmada, juntamente com sinais de disfunção orgânica. Ferramentas como o escore SOFA (Sequential Organ Failure Assessment) e o qSOFA (quick SOFA) são utilizadas para triagem e avaliação da gravidade. O tratamento da sepse é uma emergência médica. A conduta que comprovadamente aumenta a chance de sobrevida do paciente é a administração de antimicrobianos de amplo espectro, dirigidos ao foco infeccioso, na primeira hora do reconhecimento da sepse ou choque séptico. Além disso, a ressuscitação volêmica com cristaloides para pacientes hipotensos ou com lactato elevado, o uso de vasopressores para manter a PAM, e o controle do foco infeccioso são pilares do tratamento. Outras intervenções, como o uso de corticosteroides em choque séptico refratário e a monitorização hemodinâmica, são importantes, mas a antibioticoterapia precoce é a intervenção com maior impacto na sobrevida.
O diagnóstico de sepse é feito quando há uma disfunção orgânica com risco de vida, causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção. Isso é avaliado pelo aumento de 2 pontos ou mais no escore SOFA (Sequential Organ Failure Assessment) ou, para triagem rápida, pelo qSOFA (quick SOFA) com pelo menos 2 dos 3 critérios: alteração do nível de consciência, frequência respiratória ≥ 22 irpm e pressão arterial sistólica ≤ 100 mmHg.
A administração precoce de antibióticos é crucial na sepse porque cada hora de atraso no início da antibioticoterapia eficaz está associada a um aumento significativo da mortalidade. Os antibióticos visam eliminar o agente infeccioso, interrompendo a cascata inflamatória desregulada que leva à disfunção orgânica.
Os componentes iniciais do pacote de tratamento da sepse incluem: coleta de culturas antes da administração de antibióticos, administração de antimicrobianos de amplo espectro na primeira hora, administração de cristaloides para hipotensão ou lactato > 2 mmol/L, e uso de vasopressores se a hipotensão persistir após a ressuscitação volêmica.
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