Sepse Abdominal: Deiscência Anastomótica no Pós-Op e SOFA

Faculdade de Medicina de Marília — Prova 2026

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 64 anos, portadora de diabetes mellitus insulino dependente, foi submetida à colectomia segmentar por neoplasia de cólon há 5 dias. Evoluiu com febre persistente, inapetência e dor abdominal progressiva nas últimas 48 horas na enfermaria. Nas últimas 9 horas, apresentou vômitos biliosos, rebaixamento do nível de consciência e piora clínica, sendo transferida para UTI. Exame físico na admissão: T: 38,9 °C, PA: 82 × 54 mmHg, FC: 124 bpm. Responsiva a solicitações, com escala de Glasgow: 12. Abdome: distendido, dor difusa com defesa involuntária, descompressão brusca dolorosa. Pele fria, tempo de enchimento capilar: 5 s. Exames laboratoriais: leucócitos: 22.800/mm³; plaquetas: 92.000/mm³. Creatinina: 2,1 mg/dL; lactato: 5,4 mmol/L; bilirrubina total: 2,2 mg/dL. Tomografia computadorizada de abdome com contraste: líquido livre difuso, múltiplas coleções perianastomóticas com presença de gás e extravasamento de contraste. Qual a principal condição que explica o quadro clínico-laboratorial da paciente?

Alternativas

  1. A) Sepse de origem abdominal complicada por peritonite difusa e disfunção orgânica.
  2. B) Choque hipovolêmico secundário a sangramento da anastomose.
  3. C) Pancreatite aguda grave com necrose infectada.
  4. D) Obstrução intestinal simples sem complicações infecciosas.

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