SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2018
O Ministério da Saúde, MS, adotou, em 2016, novos parâmetros para medir o perímetro cefálico e identificar casos suspeitos de bebês com microcefalia. Para menino, a medida é igual ou inferior a 31,9cm e, para menina, igual ou inferior a 31,5cm. A mudança vale para bebês nascidos com 37 ou mais semanas de gestação. Ao adotar a medida prevista, o MS procurou melhorar a performance do perímetro cefálico, como teste diagnóstico para microcefalia, modificando os pontos de corte. Considerando os princípios gerais de validação de um teste diagnóstico e o perímetro cefálico como teste de triagem, indique como se calcula a sensibilidade do perímetro cefálico como teste da detecção da microcefalia.
Sensibilidade = Verdadeiros Positivos / (Verdadeiros Positivos + Falsos Negativos).
A sensibilidade mede a capacidade de um teste em identificar corretamente os doentes; alterar o ponto de corte para aumentar a sensibilidade reduz os falsos-negativos.
Em saúde pública, a escolha do ponto de corte de um teste de triagem, como o perímetro cefálico para microcefalia, é um equilíbrio entre sensibilidade e especificidade. Para doenças com graves consequências ou necessidade de intervenção precoce, prioriza-se a sensibilidade para garantir que todos os afetados sejam identificados e encaminhados para investigação diagnóstica definitiva.
A sensibilidade é a proporção de indivíduos verdadeiramente doentes que apresentam um resultado de teste positivo. Matematicamente, é calculada dividindo o número de Verdadeiros Positivos (VP) pelo total de doentes (Verdadeiros Positivos + Falsos Negativos). É uma medida fundamental para testes de triagem, onde o objetivo é não deixar passar nenhum caso da doença.
O Ministério da Saúde alterou os pontos de corte para alinhar-se aos padrões da OMS e aumentar a sensibilidade do rastreamento. Ao adotar critérios mais inclusivos (como 31,9cm para meninos), busca-se capturar o maior número possível de casos suspeitos de microcefalia, minimizando os falsos-negativos, mesmo que isso aumente o número de falsos-positivos inicialmente.
A sensibilidade e o Valor Preditivo Negativo (VPN) estão correlacionados: quanto maior a sensibilidade de um teste, maior tende a ser o seu VPN. Isso ocorre porque um teste altamente sensível raramente falha em detectar a doença; portanto, se o resultado for negativo, há uma alta probabilidade de que o indivíduo realmente não tenha a condição.
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