UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2017
Em uma população de 460 adultos masculinos acima de 60 anos, foi feito o rastreamento de câncer de próstata com dosagem de PSA (Antígeno Prostático Específico). Foram detectados 56 casos de câncer de próstata, dos quais 42 apresentavam PSA alterado. Sabe-se que o número total de pacientes com PSA alterado foi 68. A sensibilidade do PSA na detecção do câncer de próstata foi:
Sensibilidade = Verdadeiros Positivos / Total de Doentes (Capacidade de detectar a doença).
A sensibilidade foca exclusivamente nos indivíduos doentes. Para calcular, dividimos o número de doentes que testaram positivo (42) pelo total de indivíduos comprovadamente doentes (56).
A bioestatística é um pilar fundamental da medicina baseada em evidências e da saúde coletiva. O entendimento de sensibilidade, especificidade e valores preditivos permite ao clínico interpretar corretamente exames laboratoriais e de imagem. No contexto do câncer de próstata, o PSA é um marcador sensível, mas sua especificidade é limitada por condições benignas como a hiperplasia prostática benigna (HPB). Em provas de residência, o examinador frequentemente fornece dados excedentes (como o número total da população ou o total de exames alterados) para testar se o candidato sabe selecionar o numerador e o denominador corretos. Lembre-se: Sensibilidade olha para a coluna dos doentes na tabela 2x2.
A sensibilidade é a proporção de indivíduos verdadeiramente doentes que apresentam um resultado de teste positivo. Ela indica a capacidade do teste em identificar a doença quando ela está presente, sendo fundamental para testes de rastreamento (screening), onde se deseja minimizar os falso-negativos.
Enquanto a sensibilidade foca nos doentes (capacidade de dar positivo nos doentes), a especificidade foca nos saudáveis (capacidade de dar negativo nos indivíduos sem a doença). Um teste muito sensível é bom para excluir doenças (SNOUT), e um teste muito específico é bom para confirmar doenças (SPIN).
Dos 56 casos confirmados de câncer (doentes), 42 tiveram PSA alterado (verdadeiros positivos). A conta é: 42 / 56 = 0,75. Multiplicando por 100 para obter a porcentagem, chegamos a 75%.
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