Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2021
Ainda nos anos 1930, Himsworth e Kerr introduziram o primeiro procedimento padrão para o estudo da resistência à insulina in vivo. Demonstrando que pequenas doses de insulina eram adequadas para indivíduos jovens com formas mais intensas da doença e propensos à cetose. Sendo correto o item:
Jovens/magros com cetose (DM1) → mais sensíveis à insulina que idosos/obesos (DM2).
A questão aborda a diferença na sensibilidade à insulina entre pacientes com diabetes tipo 1 (jovens, magros, propensos à cetose) e diabetes tipo 2 (idosos, obesos, geralmente não propensos à cetose). Pacientes com DM1, apesar da deficiência absoluta de insulina, têm uma sensibilidade periférica à insulina relativamente preservada em comparação com a resistência acentuada observada no DM2.
A sensibilidade e resistência à insulina são conceitos fundamentais na compreensão do metabolismo da glicose e da fisiopatologia do Diabetes Mellitus. A resistência à insulina é uma condição na qual as células do corpo não respondem adequadamente à insulina, levando a níveis elevados de glicose no sangue. Este fenômeno é central no desenvolvimento do Diabetes Mellitus Tipo 2, enquanto a deficiência absoluta de insulina é a característica principal do Diabetes Mellitus Tipo 1. A questão destaca uma distinção importante: indivíduos jovens e magros, propensos à cetose (característica do DM1), tendem a ser mais sensíveis à insulina do que indivíduos mais velhos e obesos, não propensos à cetose (característica do DM2). Isso ocorre porque, apesar da ausência de produção de insulina no DM1, a sensibilidade dos tecidos periféricos à insulina exógena pode ser relativamente preservada. Já no DM2, a resistência à insulina é um componente primário da doença, independentemente da produção inicial de insulina. Para a prática clínica e provas de residência, é crucial entender que a cetose é um sinal de deficiência grave de insulina, comum no DM1, e não necessariamente de resistência à insulina. A avaliação da sensibilidade à insulina é complexa e pode ser feita por métodos como o clamp euglicêmico hiperinsulinêmico, embora na prática clínica se utilize mais marcadores indiretos. O conhecimento dessas diferenças ajuda a guiar o tratamento e a entender as manifestações clínicas de cada tipo de diabetes.
A sensibilidade à insulina é influenciada por fatores genéticos, idade, peso corporal, nível de atividade física e presença de doenças como o diabetes. A obesidade e o envelhecimento são fatores que geralmente diminuem a sensibilidade.
A cetose ocorre na deficiência grave de insulina, como no Diabetes Tipo 1, onde a falta de insulina impede a utilização de glicose e promove a lipólise. Embora esses pacientes sejam propensos à cetose, suas células periféricas podem ser mais sensíveis à insulina do que as de pacientes com resistência à insulina no DM2.
No DM1, a resistência à insulina não é o problema primário, mas sim a destruição das células beta pancreáticas e a deficiência absoluta de insulina. No DM2, a resistência à insulina é um componente central, onde as células não respondem adequadamente à insulina, levando a hiperglicemia e, eventualmente, falha das células beta.
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