Mamografia: Entenda Falso Positivo e Falso Negativo

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2019

Enunciado

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer / MS, a prevalência de mulheres com risco elevado para câncer de mama é pouco conhecida. Uma aproximação para realizar a presente estimativa foi feita com base em alguns estudos caso-controle, realizados em território nacional (PINHO E COUTINHO, 2005), e em um grande de inquérito sobre fatores de risco realizado nos Estados Unidos (DAWSON E THOMPSON, 1989). Com base nesses dados, estimou-se em 4% a prevalência dessa característica na população feminina brasileira. Diante de uma mulher de 35 anos, com história familiar de câncer de mama unilateral em parente de primeiro grau com 45 de idade, qual a probabilidade da mamografia ser falso positivo e falso negativo, respectivamente, considerando uma sensibilidade de 93% e uma Especificidade de 94%?

Alternativas

  1. A) 6% e 7%
  2. B) 7% e 6%
  3. C) 39,4% e 4%
  4. D) 4% e 39,4%

Pérola Clínica

Mamografia: Falso Positivo = 1-Especificidade; Falso Negativo = 1-Sensibilidade.

Resumo-Chave

A taxa de falso positivo e falso negativo de um teste diagnóstico são propriedades intrínsecas do teste, derivadas diretamente de sua especificidade e sensibilidade, respectivamente. A prevalência da doença é necessária para calcular os valores preditivos, mas não as taxas de erro do teste.

Contexto Educacional

A avaliação de testes diagnósticos é um pilar fundamental na prática médica e na medicina baseada em evidências. Conceitos como sensibilidade, especificidade, valores preditivos positivo e negativo, e as taxas de falso positivo e falso negativo são essenciais para interpretar corretamente os resultados de exames e tomar decisões clínicas informadas. A mamografia, como ferramenta de rastreamento para o câncer de mama, exemplifica a necessidade de compreender esses parâmetros para evitar ansiedade desnecessária ou atrasos no diagnóstico. A sensibilidade de um teste refere-se à sua capacidade de identificar corretamente os verdadeiros positivos (indivíduos com a doença), enquanto a especificidade mede a capacidade de identificar corretamente os verdadeiros negativos (indivíduos sem a doença). A taxa de falso positivo é o complemento da especificidade (1 - especificidade), representando a proporção de indivíduos sem a doença que testam positivo. Analogamente, a taxa de falso negativo é o complemento da sensibilidade (1 - sensibilidade), indicando a proporção de indivíduos com a doença que testam negativo. Para residentes, é crucial dominar esses cálculos e suas implicações clínicas. Entender que a prevalência da doença influencia os valores preditivos, mas não as taxas de falso positivo e falso negativo, é um ponto chave. A interpretação correta desses dados permite uma comunicação mais eficaz com os pacientes sobre os riscos e benefícios do rastreamento e auxilia na tomada de decisões sobre investigações adicionais.

Perguntas Frequentes

Como calcular o falso positivo e falso negativo de um teste diagnóstico?

O falso positivo é calculado como 1 menos a especificidade do teste, enquanto o falso negativo é 1 menos a sensibilidade do teste. Essas são taxas intrínsecas ao desempenho do exame.

Qual a importância da sensibilidade e especificidade na mamografia?

A sensibilidade indica a capacidade da mamografia de identificar corretamente mulheres com câncer (verdadeiros positivos), e a especificidade indica a capacidade de identificar corretamente mulheres sem a doença (verdadeiros negativos).

A prevalência da doença afeta o falso positivo e falso negativo?

Não, a prevalência da doença não afeta as taxas de falso positivo e falso negativo, que são propriedades do teste. No entanto, a prevalência é crucial para calcular os valores preditivos positivo e negativo.

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