SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
Dois colegas clínicos que trabalham no estado da Paraíba estavam discutindo os dados, disponibilizados pelo fabricante, sobre um novo teste de laboratório que identifica infecções por sífilis. O profissional que trabalha em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em João Pessoa, utiliza o teste padrão, que tem uma sensibilidade de 90% e especificidade de 96%. O profissional de Riachão do Poço pensa em utilizar o novo teste, que tem sensibilidade de 96% e especificidade de 96%. Baseado no cenário acima, qual das seguintes opções seria a mais provável:
↑ Sensibilidade → ↑ Detecção de doentes (menos falsos-negativos) → Melhor para triagem.
Comparando testes com mesma especificidade, aquele com maior sensibilidade identificará corretamente mais indivíduos doentes (verdadeiros positivos).
Na epidemiologia clínica, a sensibilidade e a especificidade são propriedades intrínsecas de um teste diagnóstico. A sensibilidade é fundamental para testes de triagem (screening), pois o objetivo é não deixar passar nenhum caso da doença. Já a especificidade é crucial para testes confirmatórios, visando evitar tratamentos desnecessários em pacientes saudáveis. No cenário da sífilis, uma doença com sérias implicações de saúde pública e transmissão vertical, a utilização de testes com maior sensibilidade é preferível para garantir que o maior número possível de indivíduos infectados receba tratamento. É importante notar que, embora a prevalência da doença na população altere os Valores Preditivos (Positivo e Negativo), ela não altera a capacidade técnica do teste (sensibilidade/especificidade) de identificar corretamente os doentes e não doentes.
A sensibilidade é a probabilidade de um teste ser positivo dado que o indivíduo possui a doença. Em termos práticos, mede a capacidade do teste em detectar 'verdadeiros positivos'. Um teste com 96% de sensibilidade falhará em apenas 4% dos casos (falsos-negativos), sendo superior a um de 90%.
A especificidade é a probabilidade de o teste ser negativo em indivíduos saudáveis. Ela mede a capacidade de evitar 'falsos-positivos'. No caso da questão, como ambos os testes têm 96% de especificidade, eles são igualmente eficazes em identificar corretamente quem não tem sífilis.
Porque ele possui uma sensibilidade maior (96% vs 90%). Isso significa que, para cada 100 pessoas doentes, o teste de Riachão identificará 96, enquanto o de João Pessoa identificará apenas 90. Portanto, a UPA de João Pessoa identificará menos pessoas com infecção do que a de Riachão.
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