HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2016
Foi realizado um estudo sobre a capacidade dos clínicos de diagnosticar infecção estreptocócica em 150 pacientes que vieram à emergência de um hospital com dor de garganta. As impressões clínicas foram comparadas aos resultados de culturas orofaríngeas para estreptococos do grupo A. Dos 60 pacientes que apresentaram cultura orofaríngea positiva, 36 foram diagnosticados pelos médicos como tendo faringite estreptocócica. Entre 90 pacientes que apresentaram cultura negativa, os médicos diagnosticaram que 18 deles apresentavam a doença. A sensibilidade do exame clínico para diagnóstico é:
Sensibilidade = Verdadeiros Positivos / Total de Doentes (Cultura +).
A sensibilidade reflete a capacidade de um teste ou avaliação clínica em identificar corretamente os indivíduos que realmente possuem a patologia em questão.
O cálculo da sensibilidade é um pilar fundamental da medicina baseada em evidências e da epidemiologia clínica. No cenário apresentado, o padrão-ouro é a cultura orofaríngea. Dos 60 pacientes com cultura positiva, os médicos identificaram 36. Portanto, 36/60 resulta em 0,6 ou 60%. Compreender esses indicadores permite ao clínico avaliar a utilidade de sinais e sintomas no diagnóstico à beira do leito. Testes com baixa sensibilidade geram muitos falsos negativos, o que pode ser perigoso em doenças graves ou altamente transmissíveis, como a faringite estreptocócica, que exige tratamento para prevenir complicações não supurativas como a febre reumática.
A sensibilidade é a proporção de indivíduos verdadeiramente doentes que apresentam um resultado de teste positivo. Em termos matemáticos, é a razão entre os verdadeiros positivos (VP) e a soma dos verdadeiros positivos com os falsos negativos (VP + FN), que representa o total de indivíduos com a doença segundo o padrão-ouro.
Uma sensibilidade de 60% indica que o método diagnóstico (neste caso, a impressão clínica) foi capaz de identificar 60 em cada 100 pacientes que efetivamente tinham a infecção estreptocócica confirmada por cultura. Isso sugere que 40% dos doentes seriam perdidos (falsos negativos) se apenas esse critério fosse utilizado.
Enquanto a sensibilidade foca na capacidade de detectar a doença nos doentes, a especificidade foca na capacidade de identificar a ausência da doença nos saudáveis. Um teste altamente sensível é útil para triagem (screening), pois um resultado negativo ajuda a excluir a doença.
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