HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2020
O teste hipotético A foi desenvolvido para detecção da doença hipotética Z. O teste foi positivo em 100 pacientes com a doença e em 300 pacientes sem a doença. Foi negativo em 200 pacientes com a doença e 500 saudáveis. A sensibilidade deste teste seria:
Sensibilidade = TP / (TP + FN) → Capacidade do teste detectar doentes entre todos os doentes.
A sensibilidade mede a proporção de indivíduos verdadeiramente doentes que testam positivo. É o parâmetro fundamental para testes de triagem (screening).
A sensibilidade é um dos pilares da epidemiologia clínica, essencial para avaliar a eficácia de ferramentas diagnósticas. No contexto de provas de residência, o domínio da tabela 2x2 é crucial para diferenciar parâmetros fixos de parâmetros dependentes da prevalência. Nesta questão específica, identificamos 100 verdadeiros positivos (doentes com teste positivo) e 200 falsos negativos (doentes com teste negativo). O total de doentes é 300. Portanto, a sensibilidade é 100/300, o que resulta em aproximadamente 33,3%.
A sensibilidade é a probabilidade de um teste ser positivo dado que o paciente tem a doença. Matematicamente, é a razão entre os verdadeiros positivos e a soma de verdadeiros positivos com falsos negativos (o total de doentes na amostra).
Testes com alta sensibilidade são ideais para triagem (screening), pois um resultado negativo tem alto poder para excluir a doença (conceito SnNout). Eles minimizam a ocorrência de falsos negativos na população.
Diferente dos valores preditivos (VPP e VPN), a sensibilidade e a especificidade são propriedades intrínsecas do teste diagnóstico e, teoricamente, não sofrem alteração com a variação da prevalência da doença na população testada.
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