Cálculo de Sensibilidade: Guia Prático para Residência

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

O teste hipotético A foi desenvolvido para detecção da doença hipotética Z. O teste foi positivo em 100 pacientes com a doença e em 300 pacientes sem a doença. Foi negativo em 200 pacientes com a doença e 500 saudáveis. A sensibilidade deste teste seria:

Alternativas

  1. A) 43%.
  2. B) 27%.
  3. C) 33%.
  4. D) 63%.
  5. E) 25%.

Pérola Clínica

Sensibilidade = TP / (TP + FN) → Capacidade do teste detectar doentes entre todos os doentes.

Resumo-Chave

A sensibilidade mede a proporção de indivíduos verdadeiramente doentes que testam positivo. É o parâmetro fundamental para testes de triagem (screening).

Contexto Educacional

A sensibilidade é um dos pilares da epidemiologia clínica, essencial para avaliar a eficácia de ferramentas diagnósticas. No contexto de provas de residência, o domínio da tabela 2x2 é crucial para diferenciar parâmetros fixos de parâmetros dependentes da prevalência. Nesta questão específica, identificamos 100 verdadeiros positivos (doentes com teste positivo) e 200 falsos negativos (doentes com teste negativo). O total de doentes é 300. Portanto, a sensibilidade é 100/300, o que resulta em aproximadamente 33,3%.

Perguntas Frequentes

O que define a sensibilidade de um teste?

A sensibilidade é a probabilidade de um teste ser positivo dado que o paciente tem a doença. Matematicamente, é a razão entre os verdadeiros positivos e a soma de verdadeiros positivos com falsos negativos (o total de doentes na amostra).

Qual a utilidade clínica de um teste muito sensível?

Testes com alta sensibilidade são ideais para triagem (screening), pois um resultado negativo tem alto poder para excluir a doença (conceito SnNout). Eles minimizam a ocorrência de falsos negativos na população.

Como a prevalência afeta a sensibilidade?

Diferente dos valores preditivos (VPP e VPN), a sensibilidade e a especificidade são propriedades intrínsecas do teste diagnóstico e, teoricamente, não sofrem alteração com a variação da prevalência da doença na população testada.

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