INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2011
A secretaria de saúde de um município está em processo de compra emergencial de kits para detecção sorológica de dengue. Conforme deliberação do Centro de Vigilância em Saúde do Estado, o município precisa de um exame que tenha elevada probabilidade de identificar os pacientes “verdadeiros positivos” entre os indivíduos realmente portadores de dengue. Na tomada de decisão para a compra desses kits, essa probabilidade deverá ser procurada sob que termo?
Sensibilidade = Capacidade do teste em detectar a doença nos doentes (Verdadeiro Positivo).
A sensibilidade mede a proporção de indivíduos verdadeiramente doentes que apresentam um teste positivo. É a métrica ideal para triagem e para 'afastar' diagnósticos (SnNout).
Na gestão de saúde pública, a escolha de kits diagnósticos depende do objetivo epidemiológico. Para o controle da dengue, identificar precocemente os casos (verdadeiros positivos) é vital para ações de bloqueio de transmissão e manejo clínico, o que exige alta sensibilidade. A sensibilidade é calculada pela fórmula A/(A+C) em uma tabela 2x2. É importante notar que, ao aumentar a sensibilidade de um teste (baixando o ponto de corte), geralmente perde-se em especificidade, aumentando o número de falso-positivos que precisarão de confirmação posterior.
A sensibilidade é a probabilidade de um teste ser positivo dado que o indivíduo possui a doença (Verdadeiros Positivos / Total de Doentes). Em termos práticos, um teste com alta sensibilidade é excelente para triagem, pois gera poucos resultados falso-negativos. Se um teste altamente sensível for negativo, temos uma alta segurança de que o paciente não possui a doença. É o parâmetro solicitado quando o objetivo é identificar o maior número possível de 'verdadeiros positivos' em uma população sabidamente doente.
A sensibilidade é uma característica intrínseca do teste, calculada com base em quem já sabemos que está doente (coluna do 'padrão-ouro'). Ela não muda com a prevalência da doença. Já o VPP é a probabilidade de um indivíduo estar realmente doente dado que o seu teste foi positivo. O VPP é extremamente dependente da prevalência: em cenários de baixa prevalência, mesmo testes muito sensíveis e específicos podem ter um VPP baixo, resultando em muitos falso-positivos na prática clínica.
A especificidade deve ser priorizada quando o custo (financeiro, emocional ou físico) de um resultado falso-positivo é muito alto. Por exemplo, em cirurgias mutilantes ou tratamentos com quimioterápicos tóxicos, precisamos ter certeza de que o paciente realmente tem a doença (teste confirmatório). Um teste altamente específico tem poucos falso-positivos; portanto, se o resultado for positivo, ele 'confirma' a doença (SpPIn - Specificity Positive In).
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