MedEvo Simulado — Prova 2026
Um homem de 72 anos, tabagista e sedentário, apresenta-se com quadro de constipação intestinal de início recente (dois meses), associada a episódios de hematoquezia e redução do calibre das fezes. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, com abdome globoso, mas sem massas palpáveis. O médico decide realizar o toque retal como parte essencial da propedêutica inicial. Com base nos conhecimentos de semiologia e no raciocínio clínico aplicado ao caso, assinale a alternativa correta:
Massa endurecida no reto + diarreia paradoxal → Fecaloma por transbordamento.
O toque retal é essencial na avaliação de sintomas colorretais em idosos; o fecaloma pode mimetizar diarreia devido à passagem de fezes líquidas ao redor da massa impactada.
O toque retal é uma ferramenta semiológica de baixo custo e alta eficácia na prática clínica, especialmente em pacientes idosos com alterações do hábito intestinal. Além de identificar massas tumorais e hemorroidas, é fundamental para o diagnóstico de fecaloma, uma causa comum de desconforto e complicações em pacientes com constipação crônica. A compreensão das limitações anatômicas do exame (profundidade de alcance) e das manifestações paradoxais, como a diarreia por transbordamento, é crucial para evitar erros diagnósticos e tratamentos inadequados. Em pacientes com sinais de alarme (hematoquezia, perda de peso), o toque retal é o primeiro passo, mas não substitui a colonoscopia.
O toque retal permite a palpação da ampola retal, alcançando habitualmente entre 7 a 10 cm de profundidade. É incorreto afirmar que o dedo examinador atinge a transição retossigmoide, que se localiza a cerca de 15-18 cm da margem anal. Portanto, lesões mais altas exigem exames endoscópicos ou de imagem para avaliação adequada.
A diarreia por transbordamento ocorre quando há uma impactação fecal (fecaloma) na ampola retal. O conteúdo fecal líquido proximal à obstrução consegue contornar a massa endurecida e ser eliminado, simulando um quadro diarreico. É comum em idosos, pacientes acamados ou com distúrbios de motilidade colônica, exigindo toque retal para diagnóstico diferencial.
Não. Embora o toque retal avalie a face posterior da próstata, onde se localizam a maioria dos tumores, ele não permite a avaliação de toda a glândula. Além disso, tumores pequenos ou em localizações anteriores podem não ser palpáveis. O rastreamento deve combinar o toque retal com a dosagem de PSA e, se necessário, biópsia guiada por ultrassonografia.
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