Partograma: Identificando a Parada Secundária da Descida

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 22 anos, GI P0 A0, IG 37 semanas e 4 dias, deu entrada no pronto- socorro apresentando contrações com início há 3 horas, negando perdas vaginais, refere movimentos fetais presentes sem alterações. Refere pré-natal inadequado pela dificuldade de conseguir ir ao posto de saúde e dificuldade em realização dos exames. Ao exame físcio apresentada: Altura fundo de útero 38 cm; BCF 140; DU 3/10/30; TV 4 cm, apagado 50%, amolecido, feto alto com apresentação cefálica. (VER IMAGEM). A paciente evolui com o seguinte partograma (VER IMAGEM): A partir da análise do partograma, é possível identificar que a paciente apresenta:

Alternativas

  1. A) Parada secundária da descida por provável DCP.
  2. B) Período pélvico prolongado, provável DCP.
  3. C) Parada secundária de dilatação, prováveis discinesias uterinas.
  4. D) Parada secundária da dilatação por provável DCP.

Pérola Clínica

Partograma: parada secundária da descida + feto alto + DCP suspeita → reavaliação e conduta.

Resumo-Chave

A parada secundária da descida no partograma é caracterizada pela ausência de progressão da apresentação fetal por um período prolongado na fase ativa do trabalho de parto. Em primigestas, uma descida fetal alta e suspeita de desproporção céfalo-pélvica (DCP) são causas comuns, indicando a necessidade de reavaliação e possível intervenção.

Contexto Educacional

O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a progressão do trabalho de parto e identificar desvios da normalidade, permitindo intervenções oportunas. A análise cuidadosa do partograma é fundamental para a segurança materno-fetal e para a prevenção de distocias. A parada secundária da descida é uma distocia de parto que ocorre quando a apresentação fetal não progride adequadamente pelo canal de parto. É diagnosticada quando não há mudança na altura da apresentação por um período definido (geralmente 1 hora ou mais na fase ativa). A desproporção céfalo-pélvica (DCP) é uma causa importante, especialmente em primigestas com feto alto. A conduta diante de uma parada secundária da descida exige uma avaliação completa para determinar a causa. Isso inclui reavaliação da pelve, da posição fetal e da contratilidade uterina. Se a DCP for confirmada ou altamente suspeita, a cesariana é geralmente indicada. Outras causas podem ser manejadas com ocitocina ou rotação manual do feto.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a parada secundária da descida no partograma?

A parada secundária da descida é caracterizada pela ausência de qualquer descida da apresentação fetal por pelo menos uma hora na fase ativa do trabalho de parto, após a dilatação cervical estar completa ou quase completa.

Quais as principais causas de parada secundária da descida?

As causas mais comuns incluem desproporção céfalo-pélvica (DCP), má-posição fetal (occipito-posterior persistente), contrações uterinas inadequadas ou analgesia peridural excessiva.

Qual a conduta diante de uma parada secundária da descida?

A conduta envolve reavaliação da pelve e da apresentação fetal, otimização das contrações uterinas (se necessário com ocitocina) e, se houver suspeita de DCP ou má-posição irredutível, considerar a cesariana.

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