UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, 33 anos, sem comorbidades, iniciou há 5 dias quadro febril, com cefaleia, mialgia e artralgias. Nesse período, iniciou vômitos, dor abdominal e epistaxe. Procurou Pronto Atendimento Médico e foi avaliada, apresentando-se consciente, orientada, normotensa, diurese pouco concentrada. Exantema presente em todo o corpo. Por residir em área endêmica, com casos de dengue em elevação, foi considerado o diagnóstico clínico e epidemiológico.De acordo com os dados apresentados, em qual classificação de risco a paciente se encontra?
Dengue com vômitos persistentes, dor abdominal intensa, epistaxe → Sinais de alarme = Grupo C.
A paciente apresenta sinais de alarme para dengue, como vômitos persistentes, dor abdominal intensa e epistaxe, o que a classifica no Grupo C. Esta classificação indica a necessidade de internação para monitoramento e manejo rigoroso, a fim de prevenir a progressão para formas graves da doença.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública brasileira, e a correta classificação de risco é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de formas graves. A doença pode variar desde quadros assintomáticos ou leves até formas graves com choque e sangramentos. A identificação precoce dos sinais de alarme é crucial para evitar a progressão para a dengue grave, que tem alta letalidade. Os sinais de alarme indicam extravasamento plasmático e/ou sangramentos, e sua presença classifica o paciente no Grupo C, exigindo internação hospitalar para monitoramento e tratamento. Exemplos de sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos de mucosas (epistaxe, gengivorragia), letargia, irritabilidade, hepatomegalia e aumento progressivo do hematócrito. Para residentes, dominar a classificação de risco da dengue e reconhecer prontamente os sinais de alarme é uma competência essencial. A conduta adequada, que envolve hidratação venosa e monitoramento rigoroso, pode salvar vidas. A atenção aos detalhes do quadro clínico e epidemiológico, como a residência em área endêmica, é vital para o diagnóstico e manejo eficaz.
Os principais sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos (como epistaxe, gengivorragia), hipotensão postural, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm, e aumento progressivo do hematócrito.
A presença de sinais de alarme classifica o paciente no Grupo C, indicando a necessidade de internação hospitalar para hidratação venosa rigorosa, monitoramento hemodinâmico e laboratorial (hematócrito, plaquetas) para prevenir a progressão para dengue grave.
Os grupos são: A (sem sinais de alarme e sem comorbidades), B (sem sinais de alarme, mas com comorbidades ou condições especiais), C (com sinais de alarme) e D (com sinais de choque ou sangramento grave, caracterizando dengue grave).
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