Seroma Pós-Operatório: Diagnóstico e Manejo em Cirurgias

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022

Enunciado

Paciente 23 anos, masculino, sem comorbidades foi submetido à herniorrafia femoral convencional esquerda com colacação de tela. Vem ao pronto socorro no 7 dia de pós operatório com queixa de aumento de volume em região inguinal esquerda. Refere aumento progressivo local. Refere sensação de peso local. Ao exame: pele de coloração normal, ausência de sinais flogísticos locais e tumoração local de consistência macia. Em relação ao provável diagnóstico e tratamento assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Seroma – punção local e esvaziamento do seroma. 
  2. B) Abscesso – drenagem do abscesso com abertura de pontos da pele e antibiótico terapia oral. 
  3. C) Hematoma - drenagem do hematoma com abertura de pontos da pele. 
  4. D) Recidiva herniária – novo procedimento cirúrgico. 

Pérola Clínica

Aumento de volume macio, não flogístico, pós-herniorrafia com tela → Seroma. Tratamento: punção e esvaziamento.

Resumo-Chave

Um seroma é um acúmulo de líquido seroso que pode ocorrer após cirurgias, especialmente na presença de espaços mortos ou uso de telas. A ausência de sinais flogísticos e a consistência macia são características importantes que o diferenciam de um abscesso ou hematoma infectado. A punção é o tratamento de escolha para seromas sintomáticos ou volumosos.

Contexto Educacional

O seroma é uma complicação pós-operatória comum, caracterizada pelo acúmulo de líquido seroso (plasma, linfa e células inflamatórias) no espaço cirúrgico. É mais frequente após cirurgias que criam grandes espaços mortos, dissecções extensas ou onde há uso de materiais protéticos, como telas em herniorrafias. A incidência varia, mas pode ser uma fonte significativa de morbidade e desconforto para o paciente. Clinicamente, o seroma se apresenta como um aumento de volume na área operada, geralmente macio e indolor, sem sinais de inflamação aguda (rubor, calor, dor intensa) ou febre. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser auxiliado por ultrassonografia para confirmar a natureza líquida da coleção e descartar outras complicações como hematoma ou abscesso. É crucial diferenciá-lo de infecções, que exigiriam uma abordagem diferente. O manejo do seroma depende do seu tamanho e sintomatologia. Pequenos seromas assintomáticos podem ser observados, pois tendem a ser reabsorvidos espontaneamente. Seromas volumosos, sintomáticos ou que causam preocupação estética devem ser puncionados e esvaziados sob técnica estéril. Punções repetidas podem ser necessárias. A prevenção inclui técnicas cirúrgicas que minimizem espaços mortos e, em alguns casos, o uso de drenos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de um seroma pós-operatório?

Um seroma geralmente se manifesta como um aumento de volume ou tumoração na região da cirurgia, de consistência macia ou flutuante, sem sinais de inflamação (rubor, calor, dor intensa) ou febre. Pode causar sensação de peso ou desconforto.

Como diferenciar um seroma de um abscesso ou hematoma infectado?

A principal diferença é a ausência de sinais flogísticos e febre no seroma, que é um acúmulo de líquido estéril. Abscessos apresentam sinais de infecção (rubor, calor, dor intensa, febre) e hematomas podem ter coloração arroxeada e ser mais endurecidos inicialmente.

Qual o tratamento inicial para um seroma volumoso ou sintomático?

O tratamento inicial para seromas volumosos ou que causam sintomas é a punção aspirativa com agulha e seringa, sob técnica asséptica, para esvaziar o acúmulo de líquido. Em alguns casos, pode ser necessária mais de uma punção.

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