UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2016
Casal que tem três filhas procura clínica de reprodução assistida (RA) porque deseja um filho do sexo masculino. Assinale a alternativa correta:
Seleção de sexo para fins não terapêuticos em RA é proibida no Brasil (Resolução CFM).
No Brasil, a Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbe expressamente a utilização de técnicas de reprodução assistida para seleção de sexo ou qualquer outra característica biológica do futuro filho, exceto para evitar a transmissão de doenças genéticas ligadas ao sexo. O objetivo é evitar a eugenia e garantir a dignidade humana.
A reprodução assistida (RA) é um campo da medicina que avança rapidamente, oferecendo esperança a casais com dificuldades de concepção. Contudo, seu uso levanta importantes questões éticas e legais, especialmente no que tange à manipulação genética e à seleção de características embrionárias. As diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM) no Brasil são cruciais para balizar a prática médica, sendo um tema relevante para a formação de residentes. A Resolução CFM 2.320/2022 (e suas antecessoras) estabelece as normas éticas para a utilização das técnicas de RA. Um dos pontos mais claros é a proibição da seleção de sexo ou de qualquer outra característica biológica do futuro filho, exceto quando houver risco de transmissão de doenças genéticas ligadas ao sexo. Esta proibição visa proteger a dignidade humana, evitar a eugenia e impedir que a reprodução se torne um meio para atender a desejos não médicos. Portanto, a solicitação de um casal para ter um filho de determinado sexo por preferência pessoal não pode ser atendida por clínicas de RA no Brasil. A equipe multiprofissional deve orientar o casal sobre as limitações éticas e legais, reforçando que o foco das técnicas de RA é a superação da infertilidade e a prevenção de doenças genéticas graves, e não a escolha de características estéticas ou sociais do futuro descendente.
Não, a seleção de sexo para fins não terapêuticos é expressamente proibida no Brasil pela Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM). A única exceção é para evitar a transmissão de doenças genéticas ligadas ao sexo, quando há risco comprovado.
O objetivo é preservar a dignidade humana, evitar práticas eugênicas e impedir a instrumentalização da vida humana. A escolha do sexo por preferência familiar não é considerada uma indicação médica legítima para intervenção genética.
O PGD é uma técnica que permite analisar geneticamente embriões antes da implantação. Embora tecnicamente possível para identificar o sexo, seu uso para seleção de sexo é restrito no Brasil apenas a casos de prevenção de doenças genéticas ligadas ao sexo, onde a escolha do sexo é terapêutica.
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