PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Paciente de 64 anos, sem comorbidades, dá entrada via pronto-socorro por trauma direto em região lombar, sendo identificada fratura de coluna, em L1, com indicação cirúrgica. Para a segurança do procedimento, levando-se em consideração a especificidade do caso, assinale a assertiva CORRETA.
Checklist cirúrgico: confirmação de esterilização ocorre no 'Time-out' (antes da incisão).
A segurança cirúrgica baseia-se na comunicação da equipe; a confirmação da esterilização pelos indicadores é etapa crítica realizada antes da incisão pela instrumentação.
A implementação da Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica da OMS reduziu drasticamente as complicações pós-operatórias. O processo é dividido em momentos chave que forçam a pausa e a comunicação verbal. No 'Time Out', o instrumentador desempenha papel vital ao confirmar que os indicadores de esterilização foram verificados, garantindo que nenhum material contaminado seja utilizado. Além disso, a segurança institucional exige que o termo de consentimento seja assinado antes da entrada em sala, não durante a indução, para garantir a autonomia do paciente.
As três fases são: 1. Antes da indução anestésica (Sign In), onde se confirma a identidade do paciente, sítio cirúrgico e consentimento; 2. Antes da incisão cirúrgica (Time Out), onde a equipe confirma verbalmente o procedimento, antecipa eventos críticos e verifica a esterilização; 3. Antes do paciente sair da sala (Sign Out), focando na contagem de compressas, rotulagem de espécimes e revisão do plano de recuperação. Cada fase possui itens específicos que visam reduzir a morbimortalidade perioperatória através da comunicação padronizada entre cirurgião, anestesista e enfermagem.
A antibioticoprofilaxia deve ser administrada, idealmente, nos 60 minutos que antecedem a incisão cirúrgica (ou 120 minutos para vancomicina e fluoroquinolonas). No checklist da OMS, a verificação se o antibiótico foi administrado nos últimos 60 minutos ocorre na fase de 'Time Out', imediatamente antes da incisão. Essa prática é fundamental para garantir níveis séricos e teciduais adequados do fármaco durante todo o procedimento, reduzindo significativamente o risco de infecção do sítio cirúrgico (ISC).
Sim, a demarcação do sítio cirúrgico é obrigatória para todos os procedimentos que envolvam lateralidade, múltiplos níveis (como vértebras) ou estruturas pareadas. Na cirurgia de coluna, embora a estrutura seja central, a identificação precisa do nível vertebral (ex: L1) é crítica para evitar cirurgias em níveis errados. A demarcação deve ser feita pelo cirurgião responsável, preferencialmente com o paciente acordado, utilizando uma marca indelével que permaneça visível após a preparação da pele.
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