Protocolo de Segurança na Prescrição e Uso de Medicamentos

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2016

Enunciado

A Organização Mundial de Saúde lançou, em 2004, o programa Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, que conclama todos os países-membros a adotarem medidas para assegurar a qualidade e a segurança da assistência prestada nas unidades de saúde. Nesse contexto, assinale a alternativa em que é apresentada orientação do Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos.

Alternativas

  1. A) Quando a ordem verbal for absolutamente necessária, o prescritor deve falar o nome, a dose e a via de administração do medicamento de forma clara e quem receber a ordem verbal deve repetir em voz alta o que foi dito e receber confirmação do prescritor antes de administrar o medicamento.
  2. B) Deve ser utilizada a abreviatura NI (não identificado) na prescrição de pacientes que são admitidos nas unidades de saúde sem possibilidade de identificação, como em casos de emergências e situações de catástrofe.
  3. C) A prescrição de medicamentos de uso crônico pode ser feita, desde que a doença já esteja bem controlada, com acréscimo da expressão "uso contínuo", sem a necessidade de indicação da duração do tratamento.
  4. D) Nas prescrições ambulatoriais, deverão ser registradas todas as orientações acerca do modo de utilização do medicamento, podendo as recomendações não farmacológicas serem realizadas de forma verbal.

Pérola Clínica

Ordem verbal → Repetir em voz alta (Read-back) + Confirmação do prescritor antes da administração.

Resumo-Chave

A técnica de 'read-back' em ordens verbais é uma barreira de segurança crítica para evitar erros de dosagem ou troca de fármacos em situações de urgência.

Contexto Educacional

A Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, lançada pela OMS, estabeleceu desafios globais para reduzir danos evitáveis. O protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos foca em processos críticos: a escrita legível, o uso de unidades de medida padrão, a conferência de alergias e a comunicação clara entre a equipe multidisciplinar. A comunicação falha é uma das principais causas de eventos adversos. A padronização de condutas para ordens verbais e a proibição de abreviaturas perigosas são medidas de baixo custo e alto impacto. No contexto hospitalar, a dupla checagem de medicamentos de alta vigilância e a participação ativa do paciente no processo de cuidado são estratégias complementares essenciais para a cultura de segurança.

Perguntas Frequentes

Quando é permitida a ordem verbal de medicamentos?

A ordem verbal deve ser restrita a situações de absoluta necessidade, como emergências ou procedimentos estéreis onde o prescritor não pode redigir a prescrição imediatamente. Em situações de rotina, a prescrição deve ser sempre escrita e assinada.

O que é a técnica de 'read-back'?

É o processo de segurança onde o profissional que recebe uma ordem verbal deve repetir o nome do medicamento, a dose e a via de administração em voz alta para o prescritor. O prescritor deve então confirmar se o que foi ouvido está correto antes de qualquer administração.

Como deve ser a identificação do paciente na prescrição?

A prescrição deve conter pelo menos dois identificadores (ex: nome completo e data de nascimento). Abreviações como 'NI' (não identificado) devem ser evitadas; protocolos específicos de identificação de desconhecidos devem ser seguidos para garantir a rastreabilidade.

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