UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2018
A Organização Mundial da Saúde (OMS) propôs, para 2017, no Desafio Global de Segurança do Paciente, o "Uso Seguro de Medicamentos". A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), no protocolo de "Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos", recomenda:
Segurança na prescrição → Evitar abreviações perigosas (ex: 'U', 'UI') e escrever por extenso para prevenir erros.
A recomendação de escrever 'unidade' por extenso visa eliminar abreviações que podem ser confundidas com números (ex: 'U' com '0' ou '4'), prevenindo erros de dosagem que podem ter consequências graves para o paciente.
A segurança do paciente é uma prioridade global na saúde, e os erros de medicação representam uma parcela significativa dos eventos adversos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e agências reguladoras como a ANVISA têm desenvolvido protocolos e desafios para promover o uso seguro de medicamentos, visando reduzir a incidência de danos aos pacientes. Um dos pontos críticos é a prescrição. A clareza e a precisão na escrita da prescrição são fundamentais. O uso de abreviações, especialmente aquelas consideradas de alto risco, é uma fonte comum de erros. A ANVISA, em seu protocolo de 'Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos', recomenda explicitamente evitar abreviações como 'U' para 'unidade' e 'UI' para 'unidade internacional', orientando que as palavras sejam escritas por extenso para evitar confusões e interpretações errôneas que podem levar a dosagens incorretas. Além disso, outras recomendações incluem evitar o uso de zeros à direita de números inteiros (ex: 1.0 mg, usar 1 mg), usar zero à esquerda para números decimais (ex: 0.5 mg, não .5 mg), e evitar termos ambíguos. A educação continuada dos profissionais de saúde e a implementação de sistemas de prescrição eletrônica com alertas são estratégias complementares para fortalecer a segurança do paciente no processo medicamentoso.
Estratégias incluem escrever por extenso doses e unidades, evitar abreviações perigosas, especificar a via de administração, a frequência e a duração, e utilizar sistemas de prescrição eletrônica com alertas.
A ANVISA desaconselha essas abreviações porque 'U' pode ser confundido com '0' (zero) ou '4', e 'UI' pode ser interpretado como 'IV' (intravenoso) ou '11', levando a erros graves de dosagem.
A equipe de enfermagem tem um papel crucial na aplicação dos 'nove certos' (paciente certo, medicamento certo, dose certa, via certa, hora certa, registro certo, direito de recusa, educação e resposta certa), sendo a última barreira para prevenir erros.
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