Prescrição Segura de Medicamentos: Evitando Erros Comuns

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2018

Enunciado

A Organização Mundial da Saúde (OMS) propôs, para 2017, no Desafio Global de Segurança do Paciente, o "Uso Seguro de Medicamentos". A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), no protocolo de "Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos", recomenda:

Alternativas

  1. A) escrever a palavra "unidade" por extenso no lugar de "U" ou "unidade internacional" no lugar de "UI". Por exemplo: insulina cinco unidades.
  2. B) abreviar, na receita, bem como na prescrição hospitalar, o sobrenome intermediário, mas não o último sobrenome. Por exemplo: João C. Júnior.
  3. C) usar elementos de fácil identificação pelos cuidadores, como "colher de chá", por exemplo, para expressão de doses nas prescrições pediátricas.
  4. D) escrever, quando necessário, na prescrição de soluções por fórmulas químicas, todos os ítens em letra maiúscula. Por exemplo: KCL 10 %, NACL 20 %.

Pérola Clínica

Segurança na prescrição → Evitar abreviações perigosas (ex: 'U', 'UI') e escrever por extenso para prevenir erros.

Resumo-Chave

A recomendação de escrever 'unidade' por extenso visa eliminar abreviações que podem ser confundidas com números (ex: 'U' com '0' ou '4'), prevenindo erros de dosagem que podem ter consequências graves para o paciente.

Contexto Educacional

A segurança do paciente é uma prioridade global na saúde, e os erros de medicação representam uma parcela significativa dos eventos adversos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e agências reguladoras como a ANVISA têm desenvolvido protocolos e desafios para promover o uso seguro de medicamentos, visando reduzir a incidência de danos aos pacientes. Um dos pontos críticos é a prescrição. A clareza e a precisão na escrita da prescrição são fundamentais. O uso de abreviações, especialmente aquelas consideradas de alto risco, é uma fonte comum de erros. A ANVISA, em seu protocolo de 'Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos', recomenda explicitamente evitar abreviações como 'U' para 'unidade' e 'UI' para 'unidade internacional', orientando que as palavras sejam escritas por extenso para evitar confusões e interpretações errôneas que podem levar a dosagens incorretas. Além disso, outras recomendações incluem evitar o uso de zeros à direita de números inteiros (ex: 1.0 mg, usar 1 mg), usar zero à esquerda para números decimais (ex: 0.5 mg, não .5 mg), e evitar termos ambíguos. A educação continuada dos profissionais de saúde e a implementação de sistemas de prescrição eletrônica com alertas são estratégias complementares para fortalecer a segurança do paciente no processo medicamentoso.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais estratégias para prevenir erros de medicação na prescrição?

Estratégias incluem escrever por extenso doses e unidades, evitar abreviações perigosas, especificar a via de administração, a frequência e a duração, e utilizar sistemas de prescrição eletrônica com alertas.

Por que a ANVISA desaconselha o uso de 'U' e 'UI' nas prescrições?

A ANVISA desaconselha essas abreviações porque 'U' pode ser confundido com '0' (zero) ou '4', e 'UI' pode ser interpretado como 'IV' (intravenoso) ou '11', levando a erros graves de dosagem.

Qual o papel da equipe de enfermagem na segurança da administração de medicamentos?

A equipe de enfermagem tem um papel crucial na aplicação dos 'nove certos' (paciente certo, medicamento certo, dose certa, via certa, hora certa, registro certo, direito de recusa, educação e resposta certa), sendo a última barreira para prevenir erros.

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