INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2022
Ao presenciar uma colisão de automóvel de passeio x traseira de caminhão numa via movimentada (velocidade máxima 70km/h), um médico socorrista decide parar para ajudar. Ao chegar à cena do acidente, nota que o motorista do automóvel apresenta pulsa central, não abre os olhos ao chamado, balbucia palavras inapropriadas e retira o membro ao estímulo doloroso, além de apresentar movimento paradoxal do tórax. A conduta inicial deve ser:
Segurança da cena é a prioridade #1 em atendimento pré-hospitalar. Sinalizar a via antes de abordar o paciente.
No atendimento pré-hospitalar, a segurança da cena é o primeiro passo e o mais crítico. Antes de qualquer abordagem ao paciente, é fundamental garantir que o ambiente esteja seguro para o socorrista e a vítima, sinalizando a via e eliminando riscos adicionais.
O atendimento pré-hospitalar (APH) em situações de trauma segue uma sequência rigorosa de prioridades para maximizar a sobrevida e minimizar sequelas. A primeira e mais fundamental etapa, antes mesmo de qualquer contato com o paciente, é a avaliação e garantia da segurança da cena. Isso envolve a sinalização adequada do local, controle de tráfego, identificação e mitigação de riscos como vazamento de combustível, fios elétricos, ou instabilidade estrutural. A cinemática do trauma, embora importante para prever lesões, só deve ser avaliada após a segurança da cena estar estabelecida. A segurança do socorrista é primordial, pois um socorrista ferido não pode ajudar a vítima. Somente após a cena ser considerada segura é que se deve abordar o paciente para iniciar a avaliação primária (ABCDE - Via Aérea, Respiração, Circulação, Déficit Neurológico, Exposição/Ambiente). A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta crucial na avaliação neurológica, mas sua aplicação ocorre na etapa D da avaliação primária. Condutas como intubação, oxigenoterapia ou acesso venoso são intervenções que vêm após a segurança da cena e a avaliação primária. A prioridade máxima é sempre a segurança, seguida pela avaliação rápida e intervenções que salvam vidas.
A primeira e mais importante prioridade é garantir a segurança da cena para o socorrista, a vítima e outros envolvidos, o que inclui sinalizar a via e controlar riscos potenciais.
Sem uma cena segura, o socorrista pode se tornar uma nova vítima, impossibilitando o resgate e colocando em risco a vida de todos. A segurança precede qualquer intervenção médica.
Após a segurança, segue-se a avaliação primária (ABCDE), controle de hemorragias graves, imobilização cervical e, se necessário, o início de manobras de reanimação ou suporte básico de vida.
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