Vacina BCG: Indicações e Critérios de Peso pela SBP

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Segundo a SBP, qual vacina deve ser administrada em bebês com pelo menos 2kg, após o nascimento, antes de um mês de vida?

Alternativas

  1. A) Hepatite B.
  2. B) BCG.
  3. C) DTPa.
  4. D) Hib.

Pérola Clínica

BCG → Administrar ao nascer em RN ≥ 2kg para prevenir formas graves de TB (miliar e meníngea).

Resumo-Chave

A vacina BCG deve ser aplicada o mais precocemente possível, preferencialmente na maternidade, em recém-nascidos com peso igual ou superior a 2.000g.

Contexto Educacional

A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é composta por bacilos vivos atenuados e é uma das primeiras imunizações do recém-nascido no Brasil. Sua aplicação é por via intradérmica no braço direito. A relevância clínica reside na proteção precoce contra complicações sistêmicas da tuberculose em um país onde a doença ainda é endêmica. O critério de peso (2.000g) é fundamental para a prática pediátrica, pois diferencia a conduta em prematuros extremos. Além disso, médicos devem estar atentos às contraindicações, como imunodeficiências primárias ou secundárias graves e recém-nascidos de mães que usaram biológicos imunossupressores durante a gestação.

Perguntas Frequentes

Qual o peso mínimo para a vacina BCG?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Ministério da Saúde, a vacina BCG deve ser administrada em recém-nascidos com peso igual ou superior a 2.000g. Bebês prematuros que nascem com menos de 2kg devem aguardar o ganho de peso para receber a dose, visando garantir a segurança e a resposta imunológica adequada.

A BCG protege contra qual tipo de tuberculose?

A principal função da vacina BCG não é impedir a infecção primária pela Mycobacterium tuberculosis, mas sim prevenir as formas disseminadas e graves da doença, como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa, que apresentam alta morbimortalidade em lactentes.

O que fazer se não houver cicatriz vacinal?

Atualmente, a recomendação do Ministério da Saúde é não revacinar crianças que não apresentaram cicatriz vacinal após a primeira dose, desde que haja comprovação de vacinação no cartão. A ausência de cicatriz não significa necessariamente falta de proteção imunológica.

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