UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Em relação à assistência ao segundo período do trabalho de parto, assinale a alternativa correta.
Massagem perineal no 2º período do parto → ↓ risco de lacerações perineais.
A massagem perineal antenatal e durante o trabalho de parto é uma intervenção não farmacológica que pode aumentar a elasticidade do períneo, reduzindo a necessidade de episiotomia e o risco de lacerações perineais graves.
O segundo período do trabalho de parto, que se estende da dilatação cervical completa até o nascimento do bebê, é um momento crucial que exige assistência cuidadosa para garantir a segurança materno-fetal. Estratégias para otimizar a progressão do parto e minimizar o trauma perineal são de grande importância na prática obstétrica. A massagem perineal, tanto antenatal quanto durante o trabalho de parto, é uma intervenção baseada em evidências que visa aumentar a elasticidade dos tecidos perineais. Estudos demonstram que sua prática pode reduzir significativamente o risco de lacerações perineais de 3º e 4º graus e a necessidade de episiotomia, especialmente em primíparas. Essa técnica ajuda a preparar o períneo para a distensão necessária durante a expulsão fetal. Outros pontos importantes na assistência incluem o encorajamento de posições maternas não supinas, que podem favorecer a descida fetal e reduzir a dor, e a evitação de manobras prejudiciais como a pressão fúndica (Manobra de Kristeller), que é contraindicada devido aos riscos maternos e fetais. A decisão sobre o uso de fórceps ou vácuo-extrator deve ser baseada em indicações clínicas claras e realizada por profissionais experientes, considerando que ambos os instrumentos possuem riscos potenciais.
O segundo período do trabalho de parto inicia-se com a dilatação cervical completa (10 cm) e termina com o nascimento do bebê, sendo caracterizado pelos puxos maternos e a descida fetal.
A massagem perineal, quando realizada regularmente, aumenta a elasticidade e a flexibilidade dos tecidos perineais, facilitando a distensão durante a passagem do polo cefálico e diminuindo o risco de trauma.
Posições verticais ou laterais são geralmente preferíveis à posição supina, pois podem otimizar o diâmetro pélvico, reduzir a dor e facilitar a descida fetal, embora a escolha deva ser individualizada.
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