IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024
De acordo com a Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal, publicada em 2022, é correto afirmar que
Período expulsivo: nulíparas até 3h, multíparas até 2h.
A duração do segundo período do parto (expulsivo) é um critério importante na avaliação do progresso do trabalho de parto. As diretrizes atuais fornecem limites de tempo para nulíparas e multíparas, que devem ser considerados na tomada de decisão clínica.
A Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal, publicada em 2022, é um documento fundamental para a prática obstétrica no Brasil, visando padronizar e qualificar o cuidado durante o trabalho de parto. Ela aborda as diferentes fases do parto, desde a admissão até o pós-parto imediato, com foco na segurança da mãe e do bebê e na promoção de um parto fisiológico. A compreensão desses parâmetros é crucial para residentes e profissionais da área. O trabalho de parto é dividido em três períodos principais: dilatação, expulsão e dequitação. O segundo período, ou período expulsivo, inicia-se com a dilatação cervical completa e termina com o nascimento do bebê. A duração desse período é variável, sendo influenciada por fatores como paridade, analgesia e posição materna. As diretrizes estabelecem limites de tempo para auxiliar na identificação de progressão inadequada. É vital que os profissionais de saúde estejam atualizados com essas diretrizes para oferecer uma assistência baseada em evidências. O monitoramento contínuo do trabalho de parto, a avaliação do bem-estar fetal e a identificação precoce de desvios da normalidade são pilares para um desfecho materno-fetal positivo. A retenção placentária, por exemplo, é definida após 30 minutos sem expulsão da placenta, e não 30 minutos do nascimento.
Para nulíparas, o período expulsivo geralmente é concluído em até 3 horas. Para multíparas, o período expulsivo geralmente é concluído em até 2 horas, conforme as diretrizes.
Conhecer a duração esperada é crucial para monitorar o progresso do trabalho de parto, identificar distocias e planejar intervenções adequadas, evitando prolongamentos excessivos ou intervenções precipitadas.
Não, a cardiotocografia de rotina na admissão não é recomendada para avaliação do bem-estar fetal em gestantes saudáveis de risco habitual com parto de início espontâneo, de acordo com as diretrizes.
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