UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Segundo o EWGSOP2, a sequência recomendada para investigação de sarcopenia é:
Sarcopenia: SARC-F (Triagem) → Força (Avaliação) → Massa (Confirmação) → Marcha (Gravidade).
O consenso EWGSOP2 prioriza a força muscular como o principal indicador de sarcopenia, utilizando a massa muscular apenas para confirmação e testes físicos para graduar a gravidade.
A sarcopenia é uma síndrome muscular progressiva e generalizada associada a um aumento da probabilidade de desfechos adversos, incluindo quedas, fraturas, incapacidade física e mortalidade. O consenso europeu (EWGSOP2) atualizou a definição em 2018, mudando o foco da massa muscular para a força muscular, reconhecendo que a força é melhor preditora de desfechos clínicos. O fluxograma F-A-C-S (Find-Assess-Confirm-Severity) orienta a prática clínica: 1. Find (SARC-F); 2. Assess (Força de preensão manual ou teste de sentar e levantar); 3. Confirm (Massa muscular por DXA ou BIA); 4. Severity (Velocidade de marcha, SPPB ou Timed Up and Go). Este modelo permite intervenções precoces, como exercícios de resistência e suporte nutricional proteico.
O SARC-F é um questionário de triagem rápida que avalia força, assistência na caminhada, levantar-se da cadeira, subir escadas e quedas. É o primeiro passo no fluxograma da sarcopenia para identificar indivíduos em risco.
O diagnóstico é confirmado pela evidência de baixa quantidade ou qualidade muscular, geralmente medida por bioimpedância elétrica (BIA), densitometria óssea (DXA), tomografia computadorizada ou ressonância magnética.
A sarcopenia é classificada como grave quando, além da baixa força muscular e baixa massa muscular, o paciente apresenta comprometimento da performance física, como baixa velocidade de marcha ou baixo desempenho no teste SPPB.
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