Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2022
Magda, de trinta anos de idade, foi a uma unidade básica de saúde para consulta com o médico. Está no sétimo dia do puerpério e, como teve sífilis no último trimestre da gestação, trouxe o resultado do VDRL do terceiro mês pós-tratamento com penicilina benzatina, mostrado a seguir. VDRL 1:32 (primeiro mês) VDRL 1:16 (segundo mês) VDRL 1:16 (terceiro mês) Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para a consulta.
Seguimento VDRL pós-sífilis: queda de 2 diluições (4x) em 6 meses = cura. Estabilização ou queda lenta sem aumento → seguir monitorando.
No seguimento da sífilis tratada, a resposta terapêutica é definida pela queda de pelo menos duas diluições (quatro vezes) no título do VDRL em até 6 meses. A estabilização do título em baixas diluições após uma queda inicial, sem aumento, geralmente indica que o tratamento foi eficaz e o seguimento deve ser mantido.
A sífilis na gestação é uma condição de saúde pública de grande relevância devido ao risco de transmissão vertical e suas graves consequências para o feto e o recém-nascido, resultando em sífilis congênita. O diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais, sendo a penicilina benzatina o tratamento de escolha. O seguimento sorológico pós-tratamento é essencial para avaliar a resposta terapêutica e identificar possíveis falhas ou reinfecções. A interpretação do VDRL no seguimento é um ponto crítico. Uma resposta terapêutica adequada é caracterizada pela queda de pelo menos duas diluições (quatro vezes) no título do VDRL em até 6 meses após o tratamento. Títulos residuais baixos (cicatriz sorológica) podem persistir por anos, especialmente em pacientes que tiveram sífilis em estágios avançados ou múltiplas infecções. A ausência de queda ou um aumento de duas diluições sugere falha terapêutica ou reinfecção, respectivamente. A conduta para pacientes com sífilis tratada na gestação e puerpério envolve a monitorização contínua do VDRL. Se houver suspeita de falha terapêutica ou reinfecção, um novo tratamento com penicilina benzatina é indicado, e a notificação é obrigatória. O acompanhamento da puérpera é vital para a saúde materna e para o planejamento de futuras gestações.
Os critérios de cura sorológica incluem a queda de pelo menos duas diluições (quatro vezes) no título do VDRL em até 6 meses após o tratamento, ou a negativação do teste.
Considera-se falha terapêutica se não houver queda de duas diluições no VDRL em 6 meses, ou se houver um aumento de duas diluições (reinfecção) após o tratamento inicial.
O seguimento do VDRL no puerpério é crucial para confirmar a eficácia do tratamento da sífilis na gestação, prevenir a sífilis congênita em futuras gestações e garantir a saúde da mãe.
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