HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2021
Mulher, 24 anos de idade, assintomática, comparece ao ambulatório trazendo exames de rastreamento solicitados na consulta anterior e reproduzidos a seguir: Nega quaisquer queixas ou tratamentos prévios, e não apresenta exames anteriores. De acordo com as diretrizes adotadas pelo Ministério da Saúde, após o término do tratamento proposto, o seguimento sorológico da paciente deverá ser realizado por meio de Teste:
Seguimento sífilis: Teste Não Treponêmico (VDRL/RPR) após 3, 6, 9 e 12 meses pós-tratamento.
O seguimento sorológico da sífilis após o tratamento é feito com testes não treponêmicos (VDRL ou RPR) para monitorar a queda dos títulos. A falha na queda ou o aumento dos títulos pode indicar falha terapêutica ou reinfecção.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, com manifestações clínicas variadas que evoluem em estágios (primária, secundária, latente e terciária). O diagnóstico é feito por testes sorológicos, que se dividem em treponêmicos (detectam anticorpos específicos, permanecem reagentes por toda a vida) e não treponêmicos (detectam anticorpos inespecíficos, cujos títulos refletem a atividade da doença). O tratamento da sífilis, geralmente com penicilina benzatina, é altamente eficaz. No entanto, o seguimento sorológico pós-tratamento é crucial para monitorar a resposta terapêutica e identificar possíveis falhas ou reinfecções. As diretrizes do Ministério da Saúde preconizam o uso de testes não treponêmicos (VDRL ou RPR) para o seguimento, com coletas em intervalos regulares (3, 6, 9 e 12 meses após o tratamento). A queda de pelo menos duas diluições nos títulos do teste não treponêmico é um indicador de resposta adequada ao tratamento. A não redução dos títulos ou seu aumento pode indicar falha terapêutica, reinfecção ou, em casos raros, sífilis do sistema nervoso central. Residentes devem dominar o protocolo de seguimento para garantir o manejo adequado e a cura dos pacientes com sífilis.
Os testes não treponêmicos (VDRL, RPR) quantificam anticorpos que diminuem após o tratamento eficaz. A queda de pelo menos 2 diluições (ex: 1:32 para 1:8) em 3-6 meses é um critério de cura. A persistência ou aumento dos títulos indica falha terapêutica ou reinfecção.
Testes treponêmicos (como FTA-Abs, TPPA) detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum e geralmente permanecem reagentes por toda a vida, mesmo após o tratamento bem-sucedido, não servindo para monitorar a atividade da doença.
Considera-se falha terapêutica se não houver queda de pelo menos 2 diluições dos títulos de VDRL/RPR em 6-12 meses após o tratamento, ou se houver aumento persistente dos títulos. Nesses casos, a paciente deve ser reavaliada e retratada.
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