SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
A sífilis é uma infecção bacteriana sistêmica, de evolução crônica, causada pelo Treponema pallidum. Quando não tratada, progride ao longo dos anos, sendo classificada em sífilis recente (primária, secundária e latente recente) e tardia (latente tardia e terciária).O seguimento indicado para tratamento de sífilis tardia (latente tardia ou latente com duração desconhecida e sífilis terciária), com mais de 2 anos de evolução é:
Seguimento sífilis tardia = Teste não treponêmico (VDRL/RPR) trimestral por 1 ano, depois semestral até 2 anos, buscando queda de 4x nos títulos.
O seguimento do tratamento da sífilis tardia (latente tardia ou terciária) é feito com testes não treponêmicos (VDRL ou RPR) trimestralmente no primeiro ano e semestralmente no segundo ano. O objetivo é observar uma queda de pelo menos quatro vezes (duas diluições) nos títulos, indicando resposta terapêutica adequada. A ausência dessa queda pode sugerir falha terapêutica ou reinfecção.
A sífilis é uma doença infecciosa sistêmica com diversas apresentações clínicas e um tratamento eficaz, mas que exige um seguimento rigoroso para confirmar a cura e evitar complicações. O manejo da sífilis, especialmente em suas formas tardias, é um tema de grande relevância na saúde pública e frequentemente abordado em provas de residência. O seguimento do tratamento da sífilis, particularmente da sífilis tardia (latente tardia ou terciária), é realizado através da monitorização dos títulos dos testes não treponêmicos, como o VDRL ou RPR. Esses testes refletem a atividade da doença e seus títulos devem diminuir após o tratamento adequado. A queda de pelo menos quatro vezes (duas diluições) nos títulos é o principal indicador de resposta terapêutica satisfatória. Para o residente, é fundamental conhecer o esquema de tratamento e, principalmente, o protocolo de seguimento, incluindo a frequência dos exames e a interpretação dos resultados. A distinção entre testes treponêmicos (que permanecem reagentes por toda a vida) e não treponêmicos (que refletem a atividade da doença) é um conceito chave. A falha terapêutica ou a reinfecção devem ser sempre consideradas diante de títulos que não caem ou que voltam a subir, e a investigação de neurosífilis deve ser lembrada em situações específicas.
Para sífilis tardia, o teste não treponêmico (VDRL ou RPR) deve ser realizado trimestralmente no primeiro ano após o tratamento e, se a resposta for satisfatória, semestralmente no segundo ano. Em pacientes com HIV, o seguimento pode ser mais rigoroso.
Uma resposta satisfatória ao tratamento da sífilis tardia é indicada por uma queda de pelo menos quatro vezes (ou duas diluições) nos títulos do teste não treponêmico (ex: de 1:32 para 1:8) dentro de 12 a 24 meses após o tratamento. A ausência dessa queda pode indicar falha terapêutica ou reinfecção.
A investigação de neurosífilis com exame do líquor (LCR) deve ser considerada em casos de falha terapêutica (ausência de queda dos títulos ou aumento após o tratamento), em pacientes com HIV e títulos persistentemente altos, ou na presença de sintomas neurológicos ou oftalmológicos, independentemente do estágio da sífilis.
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