FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Gestante de 22 anos foi tratada por sífilis com Penicilina Benzatina. Sobre o seguimento dessa paciente, segundo o protocolo clínico e diretrizes para atenção às pessoas com infecções sexualmente transmissíveis do Ministério da Saúde, é CORRETO afirmar que:
Sífilis gestacional: VDRL mensal e queda de 2 diluições em 3 meses = sucesso tratamento.
O monitoramento da sífilis na gestação é feito com testes não treponêmicos (VDRL/RPR) mensalmente. Uma queda de duas diluições em três meses ou quatro diluições em seis meses indica sucesso terapêutico, enquanto a elevação de duas diluições sugere reinfecção ou falha.
A sífilis na gestação é uma infecção sexualmente transmissível de grande importância devido ao risco de sífilis congênita, que pode causar graves sequelas ao feto. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado com Penicilina Benzatina são cruciais para prevenir complicações maternas e fetais, sendo uma prioridade nos programas de saúde pública. O seguimento pós-tratamento é fundamental e baseia-se na monitorização dos títulos de testes não treponêmicos, como o VDRL. A resposta ao tratamento é avaliada pela queda progressiva desses títulos, sendo a elevação um sinal de alerta para reinfecção ou falha. Os testes treponêmicos (como FTA-ABS) permanecem reagentes por toda a vida e não são úteis para monitorar a resposta. É importante diferenciar os testes treponêmicos (que permanecem reagentes por toda a vida) dos não treponêmicos (que refletem a atividade da doença). O manejo correto do seguimento, conforme os protocolos do Ministério da Saúde, garante a eficácia do tratamento e a saúde da díade mãe-bebê, evitando a transmissão vertical da sífilis.
O VDRL deve ser realizado mensalmente após o tratamento da sífilis em gestantes para monitorar a resposta terapêutica e identificar precocemente falhas ou reinfecções.
Sucesso de tratamento é indicado por uma queda de pelo menos duas diluições nos títulos de VDRL em três meses ou quatro diluições em seis meses após o tratamento adequado.
A elevação de duas diluições nos títulos de VDRL, a não queda esperada ou a persistência de títulos elevados após 6 meses, deve levantar a suspeita de reinfecção ou falha terapêutica.
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