SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2021
Em relação à sífilis congênita, o teste sorológico utilizado para o seguimento do paciente é:
Sífilis congênita: VDRL é o teste de escolha para seguimento e monitoramento de resposta ao tratamento.
O VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) é um teste não treponêmico que quantifica anticorpos anticardiolipina. Sua titulação é essencial para o diagnóstico, avaliação da atividade da doença e, crucialmente, para o seguimento da sífilis congênita e monitoramento da resposta ao tratamento, pois seus títulos diminuem com o tratamento eficaz.
A sífilis congênita é uma infecção grave transmitida verticalmente da mãe para o feto, causada pela bactéria *Treponema pallidum*. Sua prevenção e diagnóstico precoce são fundamentais para evitar sequelas graves e óbito infantil. O seguimento adequado após o tratamento é crucial para confirmar a cura e identificar falhas terapêuticas. Para o diagnóstico e, principalmente, o seguimento da sífilis congênita, os testes não treponêmicos, como o VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) e o RPR (Rapid Plasma Reagin), são os mais indicados. Esses testes detectam anticorpos anticardiolipina, que são produzidos em resposta à infecção e cujos títulos se correlacionam com a atividade da doença. A titulação do VDRL é essencial para monitorar a resposta ao tratamento, pois espera-se uma queda de pelo menos duas diluições após o tratamento eficaz. Em contraste, os testes treponêmicos, como o FTA-Abs (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption) e o TPPA (Treponema Pallidum Particle Agglutination), detectam anticorpos específicos contra o *Treponema pallidum*. Embora sejam mais específicos para o diagnóstico da sífilis, eles permanecem reagentes por toda a vida, mesmo após a cura, e, portanto, não são úteis para o seguimento ou para avaliar a resposta ao tratamento.
O VDRL é um teste não treponêmico que reflete a atividade da doença, com títulos que diminuem após o tratamento eficaz. O FTA-Abs é treponêmico e permanece reagente por toda a vida, não sendo útil para monitorar a resposta terapêutica.
A titulação do VDRL permite avaliar a resposta ao tratamento. Uma queda de pelo menos duas diluições (ex: 1:32 para 1:8) é considerada resposta adequada. A persistência de títulos elevados ou o aumento indica falha terapêutica ou reinfecção.
O VDRL deve ser realizado a cada 3 meses até que os títulos se tornem não reagentes ou apresentem queda de pelo menos duas diluições, geralmente até os 12-18 meses de idade.
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