SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Paciente do sexo feminino, de 53 anos de idade, sem comorbidades, assintomática, sem antecedente familiar de câncer colorretal, realizou exame de sangue oculto nas fezes com guáiaco que veio positivo, sendo indicada a realização de colonoscopia. A colonoscopia evidenciou dois pólipos sésseis, de 0,5 cm cada, localizados no cólon direito (ambos adenoma tubular de baixo grau), um pólipo séssil de 0,8 cm localizado no cólon transverso (adenoma túbulo-viloso de alto grau) e dois pólipos pediculados no sigmoide de 1,2 cm e 1,5 cm (ambos adenoma tubular de baixo grau). Foi realizada polipectomia, com margens livres de todos os pólipos. Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa que apresenta o seguimento adequado dessa paciente.
Pólipo adenomatoso de alto grau ou ≥3 adenomas → Repetir colonoscopia em 3 anos.
A paciente apresenta um adenoma túbulo-viloso de alto grau e múltiplos adenomas, que são fatores de risco significativos para o desenvolvimento de câncer colorretal. As diretrizes recomendam um intervalo de vigilância mais curto (3 anos) para esses achados, visando a detecção precoce de novas lesões ou recorrências.
O rastreamento e seguimento de pólipos colorretais são fundamentais na prevenção do câncer colorretal, uma das neoplasias mais comuns e com alta mortalidade. A colonoscopia é o método padrão-ouro para detecção e remoção de pólipos. Compreender as diretrizes de seguimento é crucial para otimizar a vigilância e reduzir o risco de progressão para câncer. A história natural do câncer colorretal envolve a sequência adenoma-carcinoma. Pólipos adenomatosos são lesões pré-malignas, e seu risco de progressão varia com o tipo histológico (tubular, túbulo-viloso, viloso), tamanho e grau de displasia. Adenomas túbulo-vilosos e vilosos, assim como aqueles com displasia de alto grau, apresentam maior risco de malignidade. A presença de múltiplos adenomas também aumenta o risco. Após a polipectomia, o intervalo da próxima colonoscopia de vigilância é determinado com base nos achados histopatológicos. Para pacientes com adenomas de alto risco (como um adenoma túbulo-viloso de alto grau ou múltiplos adenomas), as diretrizes atuais recomendam um intervalo de 3 anos. Para achados de baixo risco, o intervalo pode ser de 5 a 10 anos. O seguimento adequado permite a detecção e remoção de novas lesões antes que se tornem malignas.
O intervalo da colonoscopia de seguimento é determinado pelo número, tamanho, histologia (tipo de adenoma) e grau de displasia dos pólipos removidos. Pólipos de alto risco, como adenomas vilosos, de alto grau ou múltiplos adenomas, exigem vigilância mais frequente.
A repetição da colonoscopia em 3 anos é indicada para pacientes que tiveram adenomas com características de alto risco, como adenomas túbulo-vilosos ou vilosos, adenomas com displasia de alto grau, ou a presença de 3 a 10 adenomas de qualquer tipo.
O adenoma túbulo-viloso de alto grau é uma lesão pré-cancerosa com maior potencial de malignidade em comparação com os adenomas tubulares de baixo grau. Sua presença indica um risco elevado de progressão para câncer colorretal, justificando um seguimento mais rigoroso e precoce.
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