Seguimento Pós-Molar: BHCG Quantitativo e DTG

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Durante o seguimento pós-molar após esvaziamento uterino, o principal exame a ser realizado é?

Alternativas

  1. A) Ultrassonografia transvaginal.
  2. B) Raio X de tórax.
  3. C) BHCG quantitativo.
  4. D) BHCG qualitativo.

Pérola Clínica

Seguimento pós-molar → BHCG quantitativo semanal até negativação e mensal por 6-12 meses.

Resumo-Chave

O principal exame no seguimento pós-molar é o BHCG quantitativo. Ele é o marcador tumoral mais sensível para a doença trofoblástica gestacional (DTG) e permite monitorar a regressão da doença após o esvaziamento uterino, além de detectar precocemente a persistência ou recorrência da mola ou a progressão para neoplasia trofoblástica gestacional.

Contexto Educacional

A mola hidatiforme é a forma mais comum de doença trofoblástica gestacional (DTG), uma condição caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Após o esvaziamento uterino, seja por aspiração manual intrauterina (AMIU) ou curetagem, o seguimento adequado é crucial para detectar a persistência da doença ou sua progressão para formas mais graves, como a neoplasia trofoblástica gestacional (NTG), que inclui o coriocarcinoma. A vigilância rigorosa é essencial para garantir o tratamento oportuno e prevenir complicações sérias. O principal exame para o seguimento pós-molar é a dosagem sérica quantitativa do hormônio gonadotrofina coriônica humana (BHCG). O BHCG é um marcador tumoral altamente sensível e específico para o tecido trofoblástico. Após o esvaziamento, espera-se que os níveis de BHCG diminuam progressivamente até a negativação. O protocolo padrão envolve dosagens semanais de BHCG até que três resultados consecutivos sejam negativos, seguidos por dosagens mensais por um período de 6 a 12 meses, dependendo do tipo de mola (completa ou parcial) e do risco de NTG. A persistência de níveis elevados de BHCG, um platô nos valores ou uma nova elevação são indicativos de doença trofoblástica gestacional persistente e exigem investigação e tratamento adicionais, que podem incluir quimioterapia. A ultrassonografia transvaginal e o raio-X de tórax são exames complementares importantes para avaliar a presença de doença residual uterina ou metástases, mas não substituem o BHCG como principal marcador de seguimento. Dominar o protocolo de seguimento pós-molar é fundamental para ginecologistas e obstetras, sendo um tema frequente em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do BHCG quantitativo no seguimento pós-molar?

O BHCG quantitativo é o marcador mais sensível para monitorar a regressão da doença trofoblástica gestacional após o esvaziamento uterino, permitindo identificar persistência da mola ou progressão para neoplasia trofoblástica gestacional precocemente.

Por quanto tempo o BHCG deve ser monitorado após o esvaziamento de uma mola hidatiforme?

Após a negativação do BHCG, o monitoramento deve ser semanal até 3 resultados negativos consecutivos, e depois mensal por um período que varia de 6 a 12 meses, dependendo do tipo de mola e do risco de neoplasia.

Quais são os critérios para o diagnóstico de neoplasia trofoblástica gestacional persistente após uma mola?

A neoplasia trofoblástica gestacional persistente é diagnosticada por um platô de BHCG (4 valores em 3 semanas ou mais), elevação do BHCG (3 valores em 2 semanas ou mais), ou detecção de BHCG mensurável 6 meses após o esvaziamento.

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