HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021
Em relação a conduta nos pólipos intestinais ressecados por colonoscopia, estão corretas as afirmativas abaixo, exceto:
Carcinoma invasivo em pólipo ressecado completamente → colonoscopia de controle em 3 meses, não 6 meses.
O seguimento pós-ressecção de pólipos intestinais depende de suas características (tamanho, tipo, completude da ressecção, presença de displasia de alto grau ou carcinoma invasivo). A vigilância adequada é crucial para prevenir o câncer colorretal.
A vigilância e o seguimento adequados de pólipos intestinais são fundamentais na prevenção do câncer colorretal. A maioria dos cânceres colorretais surge de pólipos adenomatosos, e sua remoção precoce e o monitoramento subsequente reduzem a incidência e a mortalidade. As diretrizes de seguimento são baseadas em características histopatológicas e macroscópicas dos pólipos ressecados. Pólipos não pedunculados com disseminação lateral (LSTs) > 20 mm representam um desafio na ressecção e no seguimento. A ressecção completa, seja em bloco ou fragmentada, exige atenção. Fatores como o tamanho (≥ 40 mm), sangramento intra-procedimento e displasia de alto grau aumentam o risco de recorrência e exigem vigilância mais rigorosa. A presença de carcinoma invasivo em um pólipo ressecado é um achado crítico. Se a ressecção for considerada completa, o seguimento deve ser mais intensivo, com uma colonoscopia de controle em 3 meses para garantir a ausência de doença residual ou recorrência precoce, diferentemente de outros cenários que podem permitir um intervalo maior.
Se a ressecção for completa, mas fragmentada, e sem fatores de risco, a colonoscopia deve ser repetida em 1 ano. Fatores de risco incluem tamanho ≥ 40mm, sangramento intra-procedimento e displasia de alto grau.
Se a histologia demonstrar carcinoma invasivo com ressecção completa do pólipo, o paciente deve repetir a colonoscopia em 3 meses para reavaliação, e não em 6 meses.
A Síndrome de Li-Fraumeni é uma condição genética rara que confere um risco significativamente aumentado de desenvolvimento de diversos tipos de câncer, incluindo carcinomas invasivos do cólon, devido a mutações no gene TP53.
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