Pólipos Intestinais: Seguimento Pós-Ressecção Colonoscópica

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Em relação a conduta nos pólipos intestinais ressecados por colonoscopia, estão corretas as afirmativas abaixo, exceto:

Alternativas

  1. A) Nos pólipos intestinais não pedunculados, com disseminação lateral > 20 mm, submetidos à ressecção completa em bloco, o paciente deve ser orientado a repetir uma colonoscopia em 1 ano.
  2. B) Nos pólipos intestinais não pedunculados, com disseminação lateral > 20 mm, submetidos à ressecção completa, porém fragmentada, o paciente deve ser orientado a repetir uma colonoscopia em 1 ano apenas se não houverem fatores de risco.
  3. C) São considerados fatores de risco na ressecção fragmentada de um pólipo não pedunculado com disseminação lateral > 20 mm: disseminação lateral ≥ 40 mm, sangramento intra-procedimento e/ou displasia de alto grau.
  4. D) A síndrome de li fraumeni confere um risco aumentado de desenvolvimento de carcinomas invasivos do cólon.
  5. E) Se a histologia da resseção de um pólipo demonstrar carcinoma invasivo, com ressecção completa do pólipo, o paciente deve ser orientado a repetir uma nova colonoscopia em 6 meses.

Pérola Clínica

Carcinoma invasivo em pólipo ressecado completamente → colonoscopia de controle em 3 meses, não 6 meses.

Resumo-Chave

O seguimento pós-ressecção de pólipos intestinais depende de suas características (tamanho, tipo, completude da ressecção, presença de displasia de alto grau ou carcinoma invasivo). A vigilância adequada é crucial para prevenir o câncer colorretal.

Contexto Educacional

A vigilância e o seguimento adequados de pólipos intestinais são fundamentais na prevenção do câncer colorretal. A maioria dos cânceres colorretais surge de pólipos adenomatosos, e sua remoção precoce e o monitoramento subsequente reduzem a incidência e a mortalidade. As diretrizes de seguimento são baseadas em características histopatológicas e macroscópicas dos pólipos ressecados. Pólipos não pedunculados com disseminação lateral (LSTs) > 20 mm representam um desafio na ressecção e no seguimento. A ressecção completa, seja em bloco ou fragmentada, exige atenção. Fatores como o tamanho (≥ 40 mm), sangramento intra-procedimento e displasia de alto grau aumentam o risco de recorrência e exigem vigilância mais rigorosa. A presença de carcinoma invasivo em um pólipo ressecado é um achado crítico. Se a ressecção for considerada completa, o seguimento deve ser mais intensivo, com uma colonoscopia de controle em 3 meses para garantir a ausência de doença residual ou recorrência precoce, diferentemente de outros cenários que podem permitir um intervalo maior.

Perguntas Frequentes

Qual o seguimento para pólipos não pedunculados > 20mm ressecados fragmentadamente?

Se a ressecção for completa, mas fragmentada, e sem fatores de risco, a colonoscopia deve ser repetida em 1 ano. Fatores de risco incluem tamanho ≥ 40mm, sangramento intra-procedimento e displasia de alto grau.

Quando repetir a colonoscopia após ressecção de pólipo com carcinoma invasivo?

Se a histologia demonstrar carcinoma invasivo com ressecção completa do pólipo, o paciente deve repetir a colonoscopia em 3 meses para reavaliação, e não em 6 meses.

O que é a Síndrome de Li-Fraumeni e sua relação com pólipos?

A Síndrome de Li-Fraumeni é uma condição genética rara que confere um risco significativamente aumentado de desenvolvimento de diversos tipos de câncer, incluindo carcinomas invasivos do cólon, devido a mutações no gene TP53.

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