Mola Hidatiforme: Seguimento Pós-Esvaziamento com hCG

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025

Enunciado

A doença trofoblástica gestacional é constituída pela mola hidatiforme e pela neoplasia trofoblástica gestacional. Assinale a alternativa CORRETA sobre esta doença:

Alternativas

  1. A) A mola parcial tem cariótipo 46XX ou 46XY e todos os cromossomos são de origem paterna. A mola completa tem cariótipo triploide 69XXX, 69XXY ou 69XYY, sendo um cromossomo materno e dois paternos.
  2. B) A curetagem uterina é o método de escolha para esvaziamento uterino de mola hidatiforme.
  3. C) Para o seguimento da mola hidatiforme pós-esvaziamento, é usado unicamente o marcador tumoral hCG (Gonadotrofina Coriônica Humana), cujos valores descendentes até a normalização configuram a remissão espontânea da doença.
  4. D) As pacientes necessitam fazer anticoncepção rigorosa, que deve ser iniciada imediatamente após o esvaziamento uterino, sendo os dispositivos intrauterinos adequados durante o seguimento pós-molar devido sua alta eficácia.

Pérola Clínica

Seguimento de mola hidatiforme = dosagem seriada de hCG até negativação para garantir remissão e detectar precocemente neoplasia trofoblástica gestacional.

Resumo-Chave

Após o esvaziamento de uma mola hidatiforme, o seguimento com dosagens seriadas de hCG é mandatório. A queda progressiva dos níveis até se tornarem indetectáveis indica remissão espontânea, enquanto a estabilização ou elevação sugere doença persistente ou malignização.

Contexto Educacional

A Doença Trofoblástica Gestacional (DTG) engloba um espectro de tumores derivados do tecido trofoblástico, incluindo a mola hidatiforme (completa e parcial) e as Neoplasias Trofoblásticas Gestacionais (NTG), como a mola invasora e o coriocarcinoma. A mola hidatiforme é caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto e edema das vilosidades coriônicas. O diagnóstico é suspeitado por sangramento na primeira metade da gestação, útero maior que o esperado para a idade gestacional e níveis de hCG extremamente elevados, sendo confirmado por ultrassonografia e histopatologia. O tratamento inicial consiste no esvaziamento uterino, preferencialmente por vácuo-aspiração. Após o procedimento, o seguimento rigoroso é a parte mais crítica do manejo. O acompanhamento é realizado com a dosagem seriada de hCG (semanal até 3 resultados negativos, depois mensal por 6 meses). A curva descendente até a negativação indica remissão espontânea, o que ocorre na maioria dos casos. A estabilização ou elevação dos níveis de hCG define a NTG, necessitando de quimioterapia. Durante todo o período de seguimento, a anticoncepção eficaz é fundamental para evitar uma nova gravidez que mascararia a detecção de uma possível recidiva da doença.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar mola completa de mola parcial geneticamente?

A mola completa geralmente tem cariótipo diploide (46,XX ou 46,XY) com todos os cromossomos de origem paterna (androgênese). A mola parcial é tipicamente triploide (69,XXX ou 69,XXY), com um conjunto de cromossomos maternos e dois paternos.

Qual é o método de esvaziamento uterino de escolha para mola hidatiforme?

O método de escolha é a vácuo-aspiração, independentemente da idade gestacional, por estar associada a menor perda sanguínea, menor risco de perfuração uterina e menor embolização trofoblástica quando comparada à curetagem com cureta cortante.

Por que a anticoncepção hormonal é recomendada após o esvaziamento molar?

A anticoncepção hormonal, especialmente com contraceptivos orais combinados, é recomendada para evitar uma nova gestação, que elevaria o hCG e confundiria o seguimento. Além disso, a supressão do eixo hipofisário pode diminuir o risco de neoplasia trofoblástica gestacional.

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