FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023
Com relação ao seguimento de paciente acometida por doença trofoblástica gestacional:
Seguimento DTG: beta-hCG semanal até 3 dosagens normais, depois mensal por 6 meses. Contracepção eficaz é essencial.
O seguimento da doença trofoblástica gestacional (DTG) é crucial para detectar precocemente a doença trofoblástica gestacional persistente ou maligna. A dosagem sérica de beta-hCG é o marcador tumoral principal, devendo ser realizada semanalmente até a normalização e, posteriormente, mensalmente por um período determinado. A contracepção eficaz é mandatória durante todo o período de seguimento.
A doença trofoblástica gestacional (DTG) abrange um espectro de condições que variam desde a mola hidatiforme benigna até o coriocarcinoma maligno. O esvaziamento uterino é o tratamento inicial para a mola hidatiforme, mas o seguimento rigoroso é fundamental para identificar a doença trofoblástica gestacional persistente (DTGP) ou maligna, que pode ocorrer em até 20% dos casos. O pilar do seguimento é a dosagem seriada do beta-hCG sérico. Após o esvaziamento, o beta-hCG deve ser dosado semanalmente até que três resultados consecutivos estejam dentro dos níveis normais. Após a normalização, a dosagem passa a ser mensal por um período de 6 a 12 meses, dependendo do risco de malignidade. A elevação ou platô dos níveis de beta-hCG durante o seguimento indica DTGP e a necessidade de quimioterapia. A contracepção eficaz é obrigatória durante todo o período de seguimento para evitar uma nova gravidez, que poderia elevar o beta-hCG e confundir o diagnóstico de DTGP. Métodos hormonais orais combinados são seguros e eficazes. Cistos tecaluteínicos, comuns em casos de mola, geralmente regridem espontaneamente com a queda do beta-hCG e raramente requerem intervenção cirúrgica, a menos que haja complicações.
O beta-hCG é o marcador tumoral mais sensível para a DTG. Sua dosagem seriada permite monitorar a regressão da doença após o esvaziamento uterino e detectar precocemente a persistência ou recorrência da doença, indicando a necessidade de tratamento adicional.
A contracepção é recomendada por pelo menos 6 a 12 meses após a normalização dos níveis de beta-hCG, dependendo do risco de doença persistente. Isso evita uma nova gravidez que poderia mascarar a elevação do beta-hCG e dificultar o seguimento.
Os cistos tecaluteínicos são benignos e geralmente regridem espontaneamente com a queda dos níveis de beta-hCG. O manejo é expectante, com acompanhamento ultrassonográfico. A cirurgia é reservada para complicações como torção ou ruptura.
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