SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
O conhecimento sobre a anatomia hepática é um requisito imprescindível para a realização de cirurgias no fígado e árvore biliar. Marque a alternativa CORRETA sobre a anatomia lobar do fígado:
Fígado direito é dividido em setor anterior (V, VIII) e posterior (VI, VII) pela cisura direita com veia hepática direita.
A segmentação de Couinaud é fundamental para a cirurgia hepática, dividindo o fígado em oito segmentos funcionais com base na distribuição da tríade portal e das veias hepáticas. A cisura direita, que contém a veia hepática direita, separa o setor anterior (V e VIII) do setor posterior (VI e VII) do fígado direito.
A anatomia hepática funcional, baseada na segmentação de Couinaud, é um pilar fundamental para qualquer cirurgião que atua na área hepatobiliar. Diferente da anatomia clássica, que divide o fígado em lobos direito e esquerdo por marcos externos, a segmentação funcional considera a distribuição da tríade portal (veia porta, artéria hepática e ducto biliar) e das veias hepáticas, que correm nas cisuras intersegmentares. Esse conhecimento permite ressecções hepáticas precisas, minimizando a perda sanguínea e preservando a função hepática residual. O fígado é dividido em oito segmentos funcionais. O fígado direito é subdividido pela cisura direita (que contém a veia hepática direita) em um setor anterior (segmentos V e VIII) e um setor posterior (segmentos VI e VII). O fígado esquerdo é dividido pela cisura esquerda (que contém a veia hepática esquerda) em um setor medial (segmento IV) e um setor lateral (segmentos II e III). O lobo caudado (segmento I) possui vascularização e drenagem independentes, sendo considerado um segmento à parte. Para a realização de hepatectomias, é essencial identificar as cisuras e as veias hepáticas que as percorrem, pois elas servem como guias para as linhas de transecção. A compreensão da irrigação segmentar e da drenagem venosa permite ao cirurgião planejar a ressecção de tumores ou outras lesões com margens adequadas, preservando ao máximo o parênquima hepático saudável. A falha em dominar essa anatomia pode levar a complicações graves, como hemorragias incontroláveis ou insuficiência hepática pós-operatória.
A segmentação de Couinaud é crucial na cirurgia hepática porque divide o fígado em unidades funcionais independentes, cada uma com sua própria tríade portal e drenagem venosa. Isso permite ressecções hepáticas mais precisas e seguras, minimizando danos ao parênquima remanescente e preservando a função hepática.
Os segmentos hepáticos são definidos pela distribuição das veias hepáticas (que correm nas cisuras intersegmentares e interlobares) e pelos ramos da veia porta e artéria hepática (que correm dentro dos segmentos). A veia porta e a artéria hepática dividem o fígado em setores, enquanto as veias hepáticas dividem os setores em segmentos.
O lobo caudado (segmento I) localiza-se posteriormente, entre a veia cava inferior e o ligamento venoso. Sua particularidade é que ele possui suprimento sanguíneo e drenagem biliar e venosa independentes dos demais segmentos, recebendo ramos diretos da veia porta direita e esquerda e drenando diretamente para a veia cava inferior.
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