HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
Chega ao departamento de emergência um menino de 7 anos com Trauma Craniano. O paciente apresenta uma atitude combativa e necessita ser sedado e intubado para realização de Tomografia Computadorizada. Qual dos seguintes fármacos é o MENOS apropriado para esse menino?
TCE pediátrico: Quetamina ↑ PIC, geralmente contraindicada. Lidocaína, Propofol, Tiopental ↓ PIC.
Em pacientes com Trauma Craniano (TCE), especialmente crianças, a escolha do sedativo é crucial para evitar o aumento da pressão intracraniana (PIC). A quetamina, embora um potente sedativo, pode elevar a PIC e, por isso, é geralmente evitada ou usada com extrema cautela em TCE. Fármacos como lidocaína, propofol e tiopental são preferíveis, pois podem ajudar a reduzir a PIC.
O manejo do Trauma Craniano (TCE) em pediatria é uma emergência médica que exige uma abordagem cuidadosa, especialmente no que tange à sedação e intubação. A prioridade é proteger o cérebro de lesões secundárias, e um dos pilares desse manejo é o controle rigoroso da pressão intracraniana (PIC). A escolha dos fármacos para sedação e indução anestésica é crucial, pois alguns agentes podem ter efeitos deletérios sobre a PIC. A quetamina, embora seja um agente dissociativo com perfil hemodinâmico geralmente estável e útil em muitas situações pediátricas, é classicamente contraindicada ou usada com extrema cautela em pacientes com TCE e risco de PIC elevada. Isso se deve à sua capacidade de aumentar o fluxo sanguíneo cerebral e o metabolismo cerebral, o que pode levar a um aumento indesejado da PIC. Em contraste, fármacos como o propofol e o tiopental são hipnóticos que diminuem o fluxo sanguíneo cerebral e o metabolismo, resultando em uma redução da PIC, sendo, portanto, mais apropriados para este cenário. A lidocaína, por sua vez, pode ser utilizada para atenuar a resposta hipertensiva e o aumento da PIC associados à laringoscopia e intubação. Para o residente, é imperativo conhecer o perfil farmacológico desses agentes e suas implicações no neurotrauma. A decisão sobre qual fármaco utilizar deve ser baseada na condição clínica do paciente, na presença de sinais de PIC elevada e na experiência do médico, sempre visando a segurança e a otimização do desfecho neurológico da criança.
A quetamina pode aumentar a pressão intracraniana (PIC) devido ao aumento do fluxo sanguíneo cerebral e do metabolismo cerebral. Em pacientes com Trauma Craniano, onde o controle da PIC é vital para prevenir lesões cerebrais secundárias, fármacos que elevam a PIC são geralmente evitados.
Fármacos como propofol e tiopental são preferíveis porque causam uma redução do fluxo sanguíneo cerebral e do metabolismo cerebral, resultando em diminuição da PIC. A lidocaína, administrada antes da intubação, pode atenuar o aumento transitório da PIC associado à laringoscopia e intubação.
O objetivo principal é proteger as vias aéreas, garantir ventilação e oxigenação adequadas, e controlar a pressão intracraniana (PIC). A sedação deve ser profunda o suficiente para permitir a intubação sem aumentar a PIC e para facilitar exames de imagem como a TC, minimizando o estresse e a agitação.
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