Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2022
Qual a droga de escolha para sedação paliativa em pediatria?
Sedação paliativa em pediatria: Midazolam é a droga de escolha para controle rápido e eficaz de sintomas refratários.
Em cuidados paliativos pediátricos, a sedação é uma intervenção para aliviar o sofrimento intolerável e refratário a outras medidas. O Midazolam, um benzodiazepínico de ação curta, é a droga de escolha devido ao seu rápido início de ação, perfil de segurança e versatilidade de vias de administração, sendo eficaz no controle de agitação, ansiedade e dispneia.
A sedação paliativa em pediatria é uma intervenção complexa e eticamente sensível, reservada para situações em que o sofrimento da criança é intolerável e refratário a todas as outras medidas terapêuticas disponíveis. Seu objetivo primordial é aliviar o sofrimento, proporcionando conforto e dignidade nos momentos finais da vida, sem a intenção de antecipar a morte. A decisão de iniciar a sedação paliativa deve ser cuidadosamente discutida com a família e a equipe multidisciplinar, considerando os valores e desejos da criança, quando possível. O Midazolam, um benzodiazepínico de ação curta, é amplamente considerado a droga de escolha para sedação paliativa em crianças. Suas características farmacocinéticas e farmacodinâmicas o tornam ideal para essa finalidade: possui um rápido início de ação, o que permite um alívio rápido dos sintomas, e uma curta duração, facilitando o ajuste da dose e o monitoramento. Além de seu efeito sedativo, o Midazolam também possui propriedades ansiolíticas, amnésicas e anticonvulsivantes, sendo eficaz no controle da agitação, ansiedade, dispneia e até mesmo convulsões refratárias. A administração do Midazolam pode ser feita por diversas vias, incluindo intravenosa, subcutânea, oral e nasal, o que oferece flexibilidade no ambiente de cuidados paliativos. Outros medicamentos, como opioides (para dor e dispneia) ou neurolépticos (para delírio), podem ser utilizados em combinação com o Midazolam, dependendo dos sintomas predominantes. Residentes em pediatria e cuidados paliativos devem dominar o uso do Midazolam e o manejo da sedação paliativa para garantir o melhor cuidado possível a crianças em fim de vida.
A sedação paliativa é indicada quando o sofrimento da criança é intolerável e refratário a todas as outras intervenções terapêuticas, visando aliviar sintomas como dor, dispneia, agitação ou ansiedade severa no fim da vida.
O Midazolam é preferido devido ao seu rápido início de ação, curta duração, efeito ansiolítico, sedativo e anticonvulsivante, além de poder ser administrado por diversas vias (IV, SC, oral, nasal), facilitando o manejo em diferentes contextos.
O principal objetivo é aliviar o sofrimento insuportável da criança, proporcionando conforto e dignidade nos últimos dias ou horas de vida, sem a intenção de encurtar a vida.
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