INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Uma mulher com 90 anos de idade, acamada, recebeu alta após internação por dor abdominal há 3 dias. O médico de família é chamado para realizar um atendimento domiciliar por queixa de dispneia. No relatório de alta está descrito diagnóstico de melanoma com metástases hepáticas, em estágio terminal, prescritos morfina e plano restrito de cuidados paliativos. No contexto descrito, quanto aos cuidados paliativos, deve-se
Cuidados Paliativos: Sedação paliativa para sintomas físicos intoleráveis, graves e refratários, visando conforto.
Em pacientes em estágio terminal com plano de cuidados paliativos, o foco é o alívio do sofrimento e a manutenção da dignidade. A sedação paliativa é uma intervenção ética e apropriada quando os sintomas físicos (como dispneia grave) são intoleráveis e refratários às terapias convencionais, buscando proporcionar conforto e paz ao paciente.
Os cuidados paliativos visam melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a continuidade da vida. O foco é prevenir e aliviar o sofrimento através da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento da dor e outros problemas físicos, psicossociais e espirituais. Em pacientes com doenças avançadas e em estágio terminal, como o melanoma metastático descrito, a prioridade muda de tratamentos curativos para o controle de sintomas e o suporte ao paciente e sua família. A dispneia é um sintoma comum e angustiante em pacientes em cuidados paliativos, especialmente em doenças oncológicas avançadas. O manejo inicial inclui medidas não farmacológicas, oxigenioterapia e farmacoterapia com opioides, que são eficazes na redução da percepção da falta de ar. Quando os sintomas se tornam intoleráveis, graves e refratários a todas as outras intervenções, a sedação paliativa se torna uma opção terapêutica. A sedação paliativa é uma prática ética e legalmente aceita no Brasil, conforme o Conselho Federal de Medicina, quando aplicada com o objetivo de aliviar o sofrimento. É crucial que a decisão seja tomada de forma multidisciplinar, com comunicação clara com o paciente (se possível) e a família, e que a intenção seja sempre o alívio do sofrimento, e não o encurtamento da vida. A sedação paliativa é uma ferramenta importante para garantir uma morte digna e com o mínimo de sofrimento possível.
A sedação paliativa é indicada para o alívio de sintomas refratários e intoleráveis que causam sofrimento insuportável ao paciente em fase terminal, como dor intensa, dispneia grave, náuseas e vômitos incontroláveis, ou agitação psicomotora. A decisão deve ser compartilhada com o paciente e/ou família.
A sedação paliativa tem como objetivo aliviar o sofrimento, induzindo um estado de sedação para controlar sintomas refratários, sem a intenção de encurtar a vida. A eutanásia, por outro lado, tem como objetivo direto causar a morte do paciente, o que é ilegal no Brasil e na maioria dos países.
O manejo da dispneia em cuidados paliativos inclui oxigenioterapia, opioides (como morfina, que reduzem a percepção da dispneia), ansiolíticos (benzodiazepínicos), ventilação não invasiva e, em casos refratários, a sedação paliativa. O objetivo é sempre o conforto do paciente.
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