UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Fazendo visita domiciliar, você avalia um paciente com quadro de metástase óssea, em cuidado paliativo domiciliar, mesmo fazendo altas doses de morfina, o paciente apresenta o quadro doloroso, interferindo diretamente na sua qualidade de vida, assim, em comum acordo com a família, você iniciará sedação paliativa, mantendo conduta analgésica anterior. Sendo assim, a droga que deverá ser evitada neste caso de sedação paliativa é:
Meperidina + IMAO (Tranilcipromina) = Risco grave de Síndrome Serotoninérgica, evitar em sedação paliativa.
A combinação de Meperidina (um opioide com atividade serotoninérgica) com Tranilcipromina (um inibidor da monoaminoxidase - IMAO) é absolutamente contraindicada devido ao alto risco de Síndrome Serotoninérgica, uma condição potencialmente fatal.
A sedação paliativa é uma intervenção terapêutica utilizada em cuidados paliativos para aliviar o sofrimento refratário em pacientes terminais, quando outras medidas não foram eficazes. É uma decisão complexa que envolve o paciente, a família e a equipe de saúde, visando proporcionar conforto e dignidade nos últimos dias de vida. A escolha dos medicamentos para sedação paliativa deve ser criteriosa, considerando o perfil do paciente e as possíveis interações medicamentosas. Benzodiazepínicos como Midazolam são frequentemente a primeira escolha devido à sua eficácia e perfil de segurança. Neurolépticos como Haloperidol também podem ser usados, especialmente se houver agitação ou delírio associado. A combinação de Meperidina com inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), como a Tranilcipromina, é uma contraindicação absoluta. A Meperidina possui atividade serotoninérgica e, quando combinada com IMAOs, pode precipitar a Síndrome Serotoninérgica, uma condição grave e potencialmente fatal. É crucial que os profissionais de saúde estejam cientes dessas interações para garantir a segurança e o bem-estar dos pacientes em cuidados paliativos.
Os medicamentos mais comumente utilizados na sedação paliativa incluem benzodiazepínicos como Midazolam, Diazepam ou Lorazepam, e neurolépticos como Haloperidol ou Clorpromazina, dependendo do objetivo e da condição do paciente.
A Síndrome Serotoninérgica é uma condição potencialmente fatal causada pelo excesso de serotonina no sistema nervoso central. Caracteriza-se por alterações do estado mental, hiperatividade autonômica e anormalidades neuromusculares, podendo levar a convulsões, coma e morte.
A Meperidina é geralmente evitada devido ao seu metabólito ativo, normeperidina, que se acumula e pode causar toxicidade no sistema nervoso central, como convulsões e tremores, especialmente em pacientes com insuficiência renal ou uso prolongado.
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