PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
Paciente sexo masculino, 83 anos de idade, admitido no pronto socorro portador de doença pulmonar obstrutiva crônica e em uso de oxigenioterapia domiciliar há 12 meses. Apresenta perda de 10 kg nos últimos 10 meses e várias internações nos últimos 2 anos devido a exarcebações. Há 4 semanas não consegue levantar da cama, devido a fadiga intensa. Mantém desconforto respiratório a despeito do tratamento otimizado da doença de base. Uso de antibióticos e adequada titulação de morfina em infusão contínua. De acordo com o caso relatado, qual é o manejo para este paciente, elegível para cuidados paliativos?
Sedação paliativa → indicada para sintomas refratários e intoleráveis no fim da vida, com consentimento do paciente/família.
A sedação paliativa é uma intervenção de último recurso para aliviar o sofrimento de pacientes com sintomas refratários e intoleráveis no fim da vida, quando outras medidas falharam. É uma decisão complexa que deve ser discutida com o paciente (se capaz) e a família, e não visa acelerar a morte.
Cuidados paliativos são uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias que enfrentam doenças que ameaçam a vida, através da prevenção e alívio do sofrimento. Em pacientes com doenças crônicas avançadas como DPOC grave, a progressão da doença leva a sintomas refratários, como dispneia e fadiga intensa, que podem se tornar intoleráveis mesmo com o tratamento otimizado da doença de base e o uso de opioides. Nesse cenário de fim de vida, quando os sintomas são refratários e causam sofrimento insuportável, a sedação paliativa pode ser considerada. A sedação paliativa é uma intervenção terapêutica que visa reduzir intencionalmente o nível de consciência do paciente, utilizando medicamentos, para aliviar um ou mais sintomas refratários. É uma decisão complexa que deve ser tomada após esgotadas todas as outras opções de tratamento sintomático, e sempre com o consentimento informado do paciente (se capaz) ou de seus familiares/representantes legais. É crucial diferenciar a sedação paliativa da eutanásia ou do suicídio assistido. A sedação paliativa tem como único objetivo aliviar o sofrimento, não acelerar a morte. A dose de sedativos é titulada para o efeito desejado de alívio do sintoma, e não para causar a morte. A discussão com a família e a equipe multidisciplinar é fundamental para garantir que a decisão esteja alinhada com os valores e desejos do paciente, promovendo uma morte digna e sem dor.
Sedação paliativa é a administração de medicamentos para reduzir a consciência do paciente, com o objetivo de aliviar o sofrimento causado por sintomas refratários e intoleráveis no fim da vida, quando outras medidas falharam.
Os critérios incluem a presença de sintomas refratários (que não respondem a tratamentos convencionais), sofrimento intolerável para o paciente, proximidade da morte e consentimento informado do paciente ou de seus representantes legais.
Não, a sedação paliativa não tem como objetivo acelerar a morte. Seu propósito é aliviar o sofrimento. Estudos mostram que, quando corretamente indicada e administrada, a sedação paliativa não encurta a sobrevida do paciente.
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