HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
Paciente de 29 anos, secundigesta, com parto normal anterior há 2 anos, 33 semanas de gestação, dá entrada na maternidade com PA = 170 x 120 mmHg e dor epigástrica, dinâmica uterina ausente e colo impérvio; Ao serem iniciadas as medidas de suporte, a paciente apresenta quadro convulsivo. Qual das condutas abaixo é a mais indicada para essa gestante até o parto?
Eclâmpsia = convulsão + pré-eclâmpsia grave → Sulfato de magnésio + estabilização + interrupção da gestação.
A eclâmpsia é uma emergência obstétrica caracterizada por convulsões em gestantes com pré-eclâmpsia. O tratamento imediato envolve a prevenção de novas convulsões com sulfato de magnésio e a interrupção da gestação após a estabilização materna, independentemente da idade gestacional.
A eclâmpsia é uma das complicações mais graves da pré-eclâmpsia, caracterizada pela ocorrência de convulsões em gestantes, puérperas ou no pós-parto imediato. Sua incidência varia globalmente, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. O reconhecimento precoce dos sinais de pré-eclâmpsia grave e a rápida intervenção são cruciais para evitar a progressão para eclâmpsia. A fisiopatologia da eclâmpsia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoconstrição e isquemia, especialmente cerebral. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de convulsões em paciente com pré-eclâmpsia. Sinais de alerta incluem cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica ou em hipocôndrio direito. A suspeita deve ser alta em gestantes com hipertensão e proteinúria que desenvolvem sintomas neurológicos. O tratamento da eclâmpsia é uma emergência médica. A conduta inicial visa controlar as convulsões com sulfato de magnésio, estabilizar a pressão arterial com anti-hipertensivos e, após a estabilização materna, proceder à interrupção da gestação. O prognóstico materno e fetal melhora significativamente com o manejo rápido e adequado, mas complicações como edema pulmonar, insuficiência renal e coagulopatia podem ocorrer.
Eclâmpsia é definida pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia, na ausência de outras causas para as convulsões. Pode ocorrer antes, durante ou após o parto.
O sulfato de magnésio é a droga de escolha para prevenir e tratar convulsões na eclâmpsia. Ele age como um anticonvulsivante central, diminuindo a excitabilidade neuronal e a liberação de acetilcolina.
A interrupção da gestação é o tratamento definitivo para a eclâmpsia, pois a doença é causada pela placenta. Após a estabilização materna, o parto deve ser realizado para resolver o quadro e prevenir complicações graves.
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